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April 15 2012
April 09 2012
Televisual | Identidade Verão MTV

Uma parceria inédita entre o competente estúdio carioca BEELD e a talentosa motion designer e ilustradora Raquel Falkenbach, resultou em um belo trabalho inspirado no mundo marinho para compor a programação especial de verão da MTV Brasil de 2012.
O pacote videográfico é formado por uma composição cromática brilhante e psicodélica, um acabamento formal rebuscado e detalhado, uma interessante tipografia com módulos animados e o característico humor nonsense do canal.
Em entrevista ao Televisual, a designer Raquel e o estúdio BEELD contam detalhes dessa bonita e simpática produção, inspirada nas ilustrações de Ernst Haeckel.
Concept

Vinhetas, Chamadas e Aberturas










Tipografia


Ilustrações Art Forms in Nature, de Ernst Haeckel

Identidade Verão MTV 2012
Ficha Técnica
Ano: 2012
Canal: MTV Brasil
Direção e Design: BEELD e Raquel Falkenbach
Styleframes: Raquel Falkenbach
Animação: BEELD
Equipe BEELD: Eduardo Tosto, Greco Bernardi, Luiz Maggessi, Marcelo Mourão, Papito e Filippo Johansson
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February 14 2012
Televisual | Rebrand Fox Life
Lançado como um canal mais genérico, de séries variadas para toda família, o Fox Life em alguns países como Itália e Portugal foi se reposicionando com foco maior no universo feminino. Em 2009, a versão italiana recebeu uma roupagem bastante colorida, vibrante e, sobretudo, glamurizada, misturando elementos da moda e alta costura. Este ano, o canal se alinhou visualmente de maneira menos espetacularizada, com base no estilo de vida das mulheres contemporâneas.

Coincidência ou não, o projeto se assemelha e muito ao trabalho desenvolvido para canal GNT este ano. A fotografia, as cores e a integração da marca com a cenas de mulheres em situações comuns são apresentados de forma muito próxima. A diferença fica só na presença de grafismos rabiscados e uma tipografia mais geométrica que agregam um tom um pouco mais teen ao pacote.
Talvez seja mesmo só uma coincidência, por se tratar de um público-alvo bastante similar, mas tudo leva a crer que os designers brasileiros da Globosat andaram inspirando o estúdio argentino Eloisa Iturbe, responsável pelo projeto do canal.









Material Off-air

Identidade Fox Life
Ficha Técnica
Ano: 2011
Canal: Fox Life (Itália e Portugal)
Design: Eloisa Iturbe
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January 16 2012
Televisual | Hugo | O programa interativo dos anos 90

Antes de se falar em interatividade na TV Digital, um programa criado em 1990 já propiciava experiência muito maior e mais interessante que alguns aplicativos ou programas interativos presentes hoje em dia. Era o Hugo, o Troll, desenvolvido pelo estúdio dinamarquês Interactive Television Entertainment (ITE) e sucesso em mais 40 países.
O programa era basicamente formado por um game que era exibido na televisão e manipulado pelo telespectador, de sua casa, através do telefone, a partir das teclas numéricas do aparelho. Hugo, um jovem duende da floresta, era a personagem que era manipulado e o seu objetivo era salvar a esposa Hugulina e os filhos das jaulas da bruxa Maldiva, em sua Caverna das Caveiras.
O programa era mediado também por um apresentador e, dependendo do país, também por um fantoche virtual do próprio Hugo. Eles eram responsáveis principalmente em explicar as regras do jogo, estimular e orientar o jogador.
Para realizar com sucesso a tarefa, Hugo, no comando do espectador, passava por um desafio, que variava dependendo do dia, mas que mantinha a tônica dos games de aventura, como Mário Bros e Sonic. Ao final, caso cumprisse a fase, o jogador tinha que adivinhar qual das três cordas ele deveria cortar para salvar a família de Hugo. Caso ganhasse, a família de Hugo era salva, a bruxa punida e um prêmio era concedido a ele. Se errasse, o duende era expelido para fora da caverna e o jogador não ganhava nada.

No Brasil, o programa chamava-se Hugo Game e foi exibido entre 1995 e 1998 pela CNT Gazeta, com adaptações feitas pela Herbert Richers.
O sucesso do carismático duende foi tanto que se transformou em diversos outros produtos, tais como jogos desenvolvidos especialmente para videogames e computadores, álbum de figurinhas, revista em quadrinhos, bonecos de pelúcia, brinquedos etc.
Outras iniciativas parecidas, embora sem a mesma repercussão, surgiram na década de 90, como o a atração da MTV Brasil ”Garganta e Torcicolo“, sob comando de João Gordo.
Em alguns países houveram versões mais atualizadas do programa interativo do duende, incluindo novos desafios e tratamentos em 3D.
Revendo esse caso ocorrido a mais de 20 anos e comparando com o atual panorama dos programas interativos, constata-se que, mesmo com toda a tecnologia desponível atualmente, o que parece faltar mesmo é a criatividade das produtoras e emissoras em trazer atrações televisivas como Hugo, com narrativas diferenciadas, que estimulem a participação da audiência de forma mais imersiva e estimulante.
Cenas de Hugo
Desafio Skateboard
Desafio da Bola
Desafio na Mina
Desafio no Rio
Desafio Snowboard
Programa Versão 3D
Hugo em Portugal
Hugo na França
Hugo na Croácia
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December 02 2011
Televisual | Kommersant

Lançado em 1909, Kommersant é um dos mais influentes jornais russos. Conseguiu sobreviver ao regime soviético e até hoje mantém uma postura mais subversiva e provocativa, comparada aos demais veículos. Esse ano, a marca se reinventou, explorando novas mídias, passando a ter um canal de TV 24 horas, mantendo as características distintas que o consagraram durante todos esses anos.
A última letra de seu nome em russo, um espécie de “b”, é um algarismo que não possui sonoridade no final das palavras e inclusive foi abolido na reforma ortográfica ocorrida após a Revolução Russa, inexistindo no alfabeto moderno do país. Essa letra, no entanto, se manteve tanto na nomia do jornal e agora é o símbolo do canal de televisão.
A agência Dixon Baxi, juntamente com os estúdios Double G Studios e AllofUs, foram os responsavéis pela reestruturação da identidade e do projeto videográfico do canal, que possui uma linguagem muito diferente do que se costuma ver em canais de notícias, caracterizados pela sobriedade e o formalismo.
Double G Studios, responsável pelas vinhetas, contou em entrevista ao Televisual que, apesar do estilo nonsense, muitos dos elementos em tela tem algum significado com a cultura russa. A mão esmagando um papel cheio de tinta representa a morte da imprensa, no sentido que os jornais impressos atuais acabam sempre desatualizados em frente as outras mídias. O carvão representa a indústria, o leite indica a agricultura, o whiskey remete aos negócios e o manequim nú, ao sexo.
Além das vinhetas, as telas informativas que permeiam a programação trazendo informações textuais, projetadas pela AllofUs, apresentam uma estrutura moderna, viva e que se distingue do tradicional estilo Bloomberg.
A pouca convencionalidade do canal russo pode assustar aos mais conservadores telespectadores de canais de notícias, mas não deixa de torná-lo bastante interessante e envolvente.
Videografismos






Telas informativas




Você pode acompanhar a programação ao vivo do canal aqui.
Ficha Técnica
Ano: 2011
Canal: Kommersant
Produção: Dixon Baxi, Double G Studios e AllofUs
Som: Shervin Shaeri
September 17 2011
Ressaca | O bom gosto de Charlotte Gainsbourg
Charlotte Gainsbourg é uma mulher de bom gosto. Além de ser filha do maior ícone da música francesa Serge Gainsbourg com a linda Jane Birkin, é a menina dos olhos do Lars von Trier, estrela do pesadíssimo e sensacional AntiCristo (2009), e Melancholia (2011), em que divide a cena com Kirsten Dunst. Como se nada disso bastasse, ainda resolveu seguir os passos da família e enveredar para o caminho da música, há alguns anos, quando lançou dois discos bem sensuais 5:55 (2006) e IRM (2009) – que traz o sucesso Trick Pony.
Mas estou aqui para falar especialmente do seu clipe Heaven Can Wait, em que ela chegou ao auge do bom gosto, rodeada pelo cantor Beck (com quem faz o dueto da faixa e também produz o CD) e pelo diretor Keith Schofield – famoso pelos trabalhos com o Supergrass, Cut Copy e Lenny Kravitz. Todo esse background só poderia gerar o estouro visual que compõe Heaven Can Wait, numa seleção de imagens em que se observa: um astronauta com cabeça de sanduíche; um edredon voando num restaurante; um homem perseguido por um machado no campo de futebol; a Charlotte Gainsbourg segurando: um bebê, um animal metamórfico, um lápis de olho ao lado de um alienígena; e por aí vai…
O clipe é de 2010, por isso muita gente já viu e dirá que é “velho”. Mas até aí o “Grito” do Edvard Munch é mais velho ainda e eu ainda não consegui parar de observá-lo. Bom gosto é mesmo uma coisa atemporal e a Charlotte está aí para comprovar. Bom final de semana!
| RESSACA IDEAFIXA
Todo sábado, pela manhã, um videoclipe bem bonito para curar a ressaca na nova seção da IF. Divirta-se com música boa e as cenas mais malucas da música em: Ressaca IdeaFixa
Tags: beck, charlotte gainsbourg, heaven can wait, Keith Schofield, lars von trier, ressacaSeptember 12 2011
Televisual | Canal Science

Em 1996, o canal Quark! era lançado juntamente com outros 3 canais (Animal Planet, Time Traveler e Living), formando o grupo Discovery Science Network. Esse canal, voltado a ciência, tecnologia e universo, passou a se chamar Discovery Science em 1999. Em 2002, tornou-se apenas The Science Channel e em 2007, como a introdução da alta definição, Science Channel. Esse ano, o canal sofreu uma nova simplificação em seu nome, denominando-se apenas Science, conjuntamente com uma identidade videográfica completamente renovada e diferenciada. Debbie Adler Myers, vice presidente do canal, justifica a retirada da palavra “Channel” por acreditar que o Science não é mais somente uma emissora, mas uma “comunidade multiplataforma”.

Durante todo esse período de trocas de nomes, houveram obviamente algumas mudanças nas identidades visuais. As primeiras ainda traziam elementos próximos ao Grupo Discovery. O símbolo de 2007, que propunha um estilo mais único, descolado do grupo ao qual pertence, certamente foi o mais diferenciado entre eles. Através das iniciais “Sc” em um quadrado laranja, fazia-se alusão aos elementos da tabela periódica. Solução de fácil assimilação e associação ao nome e ao conceito do canal. No entanto, essa comunicação gráfica talvez trouxesse uma ligação demasiadamente “acadêmica” a abordagem de “ciência” utilizada, principalmente em se tratando de um canal comercial de entretenimento. Segundo Myers, “Science (ciência) é muito mais intisgante que homens em seus jalecos. É para pessoas que olham o mundo de forma diferente”.
Marca

A nova marca, criada pelo departamento de criação da Discovery, busca justamente essa renovação do termo, tornando o canal mais atraente, sem se distanciar das características informativas e documentais de seus conteúdos. O quadrado laranja é substituído for uma forma arredondada negra e o “Sc” em seu interior agrega a letra i. A sílaba, que evidentemente lembra o termo “sci-fi“, enfatiza a ciência pelo seu lado mais emocionante, inventivo ou misterioso. Segundo o canal, a tônica está na “constante transformação de energia e paixão em explorar o desconhecido”. Além disso, a própria programação introduziu novos programas que entram em consonância com esse clima de ficção científica, tais como “An Idiot Abroad” e “Firefly”.
Inspiração


A forma negra assimétrica do símbolo, que a princípio não revela muito sobre o canal, vai ganhando força e sentido no decorrer do pacote videográfico produzido pelo estúdio Imaginary Forces. Apelidado de “Morph”, o símbolo do canal toma a cada vinheta ou chamada diferentes formas, cores, texturas e sons. A linguagem futurística, com uma renderização predominantemente realística, é o elemento de ligação de permeia todas peças, trazendo coesão e ressaltando o universo da ficção científica. Robôs, estrelas, naves e criaturas estranhas compõem esse universo do canal.
Apesar do design cambiante, percebe-se um cuidado especial ao tratamento cromático das peças, que permeia entre o preto e laranja, reforçando a unidade da programação. A tipografia contemporânea usada no logotipo se mantém também na composição dos demais elementos textuais, conferindo modernidade e sofisticação às peças. A única exceção está na sílaba pertencente ao símbolo Morph, cuja a tipografia arredondada apresenta uma forma um tanto destoante e pouco harmônica em relação ao restante da identidade.
Vinhetas e Chamadas


















Ficha Técnica
Ano: 2011
Canal: Science
Produção: Ronnie Koff, Discovery Communications e Imaginary Forces
| Via Brand New
Tags: animação, design, rebrand, science, Televisual, tv, vinhetaAugust 12 2011
Al-Baghdadia TV

Al-Baghdadia TV, apelidado de “Umm Al Fookera” ou “A Mãe dos Pobres”, é o canal pertencente a uma organização independente iraquiana transmitida em língua árabe e sediada em Cairo, no Egito. Além de entretenimento, cultura e informação, a ideia do Al-Baghdadia é defender questões importantes ao povo iraquiano, como o fim do terrorismo e a defesa da democracia e dos direitos da pátria e dos cidadãos. Recentemente, a emissora ficou conhecida por seu jornalista Muntadhar al-Zaidi,que jogou seus sapatos no presidente dos EUA, George Bush durante uma conferência em 2008.
Em 2010, o canal recebeu uma grande renovação videográfica pelo estúdio alemão Velvet Design. O símbolo foi completamente remodelado, ganhando formas mais simples, modernas e harmônicas, sem eliminar o conceito inicial do olho estilizado, que recebeu inclusive traços mais orientais. O pacote gráfico foi também estruturado de maneira bastante fluida e dinâmica, inspirado nos movimentos de uma fita, em uma derivação das formas do novo símbolo. A dinamicidade se encontra também nas cores da marca e dos videografismos que variam entre o rosa, o verde e o vermelho, representando os 3 gêneros da programação: infotainment (entretenimento informativo), notícias e entretenimento.
Foram criadas ainda diversas vinhetas em live-action que ilustram a cultura iraquiana, reforçando algumas qualidades como a magia, sonho, alegria e sofisticação.
Para os letreitos e demais componentes textuais, foi elaborada por Panos Vassilou, da Parachute, uma tipografia contemporânea especialmente desenvolvida nas versões árabe e latina, de modo que garantisse legibilidade e leiturabilidade até em composições pequenas, como em créditos de notícias.
Um destaque bastante interessante desse projeto é a importância dada ao período particular do Ramadã, o nono mês do calendário lunar muçulmano, dedicado a oração, jejum e caridade. Nesse período, o pacote gráfico é completamente renovado. A marca torna-se dourada e são agregados outros símbolos a ela, como lua e estrelas. A programação, por sua vez, acompanha esses aspectos cromáticos e formais, além de exibir vinhetas especiais, que ressaltam o elemento lunar e o lado mágico intrínseco a ele.
Marca


Marca D’água


Tipografia

Chamadas e Menus








Vinhetas Interprogramas




Ficha Técnica
Ano: 2010
Canal: Al-baghdadia
Agência: Velvet Design
CD: Martin Kett
DOP: Dieter Deventer
Direção: Leila Kanaan
Design: Christiane Scheibe, Maria Regenspurger e Sascha Coy
3D: Christian Bleier, Leif Arne Petersen e Felix Schaller
Animação: Christiane Scheibe, Melanie Lukhaup e Sylvie Roessler
Tipografia: Panos Vassiliou e Parachute Fonts
Produção: Velvet Design
Edição: Anja Rosin
Composição: Manuel Voss
Produção: Stefan Müeller
Som: Martin Probst
August 02 2011
Rebrand TV Cultura

Este ano a TV Cultura passou por mudanças na sua programação no intuito de atingir uma maior audiência, com programas para públicos variados e que visam misturar conhecimento e entretenimento. Para pontuar e enfatizar esses atributos do canal e de sua marca, a identidade foi totalmente reformulada. Com um novo pacote videográfico e o slogan “Uma TV Diferente”, o canal apresenta uma comunicação moderna e sofisticada.
A estratégia criada pelo estúdio Vetor Zero juntamente com a agência AlmapBBDO para essa renovação foi acompanhar graficamente os períodos naturais de transição do dia – manhã, tarde e noite – e enfatizar as características abordadas na programação em cada uma dessas fases. Para construção das vinhetas e chamadas, foi desenvolvido um estudo de sensações, cores e texturas. Assim, o tradicional verde que compunha a marca do canal dá lugar uma variação cromática que muda ao longo do dia.
Para acompanhar essa dinâmica de cores, a famoso símbolo do canal é explorado em 3D, integrado com elementos abstratos e figurativos que ajudam a transmitir e marcar essas diferenças do dia.
Durante as manhãs, onde se encontram os programas voltados às crianças, são exploradas representações relacionadas à ludicidade e à infância, como a brincadeira e a escola, através de muitas cores e elementos figurativos.
Com suas atrações mais informativas e educacionais, o período vespertino é apresentado em tons mais quentes e elementos que abordam de maneira mais leve e sutil temas como natureza e conhecimento.
O período noturno, composto pelo prime time televisivo, revela cores mais pesadas e imponentes, juntamente com objetos futuristas e mais abstratos em relação aos períodos anteriores.
A empolgante e vívida trilha sonora apresenta também tratamentos distintos que enfatizam as características apontadas em cada um desses momentos mostrados.
Essa interessante conceito de divisão gráfica a partir dos períodos do dia pode ser observada também no canal americano OWN, da apresentadora Oprah Winfrey. A abordadem utilizada pela TV Cultura é, no entanto, bastante diferente e não menos instigante e emocionante, adequando-se fortemente à comunicação pretendida.
Marca

Concepts



Pacote Matutino



Pacote Vespertino




Pacote Norturno



Ficha Técnica
Ano: 2011
Canal: TV Cultura
Diretor Criativo: Mateus de Paula Santos
Produtor Executivo: Alberto Lopes
Atendimento: Roberta Reigado
Coordenação: Fábio Truci
Supervisor de Design: Rodrigo Ribeiro
Design: Guilherme Ferreirinha, Pedro Kobuti e João Lavieri
Animação: Guilherme Ferreirinha, Pedro Kobuti e Paulo Pássaro
Composição: Guilherme Ferreirinha e Pedro Kobuti
Coordenador: Fabio Truci

July 15 2011
Aberturas indicadas ao Emmy 2011

Este post não vai falar sobre todas as indicações divulgadas ontem do 63rd Primetime Emmy Awards, o “Oscar” da televisão americana, mas de uma categoria pouco divulgada e que premia os designers televisuais envolvidos nas aberturas das produções do país do Tio Sam: o “Outstanding Main Title”.
Como tradição, a HBO se destaca entre os concorrentes. A razão para isso se deve evidentemente ao tratamento cinematográfico naturalmente investido em suas produções. E pela lista anunciada, o famoso canal de filmes e séries é o forte candidato a receber o troféu mais uma vez juntamente com Angus Wall e demais responsáveis pela sultuosa e extraordinária peça realizada para a apresentação da série Game of Thrones.
Veja a lista completa:
Boardwalk Empire
Canal: HBO
Responsáveis: Karin Fong, Michelle Dougherty, Lauren Hartstone e Cara McKenney
Too Big to Fail
Canal: HBO
Responsáveis: Michael Riley, Bob Swenson, Adam Bluming e Cory Shaw
Rubicon
Imaginary Forces – Rubicon from Imaginary Forces on Vimeo.
Canal: AMC
Responsáveis: Karin Fong, Jeremy Cox, Theodore Daley e Cara McKenney
Game of Thrones
Canal: HBO
Responsáveis: Angus Wall, Robert Feng, Kirk H. Shintani e Hameed Shaukat
Any Human Art
Canal: PBS
Responsáveis: Paul McDonnell, Hugo Moss e Justin Lowings
Para vocês, o que acharam?

July 13 2011
Big Audio MTV

Para homenagear esse Dia Mundial do Rock, segue o projeto realizado para o Big Audio MTV, exibido pela MTV Brasil e apresentado pelo produtor e músico Chuck . O programa é destinado a trazer o melhor do cenário da música pop e rock internacional, com entrevistas, comentários e apresentação de clipes clássicos e hits atuais.
Fernando Bittar e Pedro Burneiko, responsáveis pela criação da abertura e todo o pacote videográfico da atração, apresentaram uma solução bastante criativa que ressalta de maneira conceitual o impacto emocional que a música pode trazer para o homem. A partir de toy arts especialmente desenvolvidos pela Monstro Coisa, simulando de maneira estilizada algumas estruturas como olhos, ossos, tripas e coração, desenvolveu-se uma animação em stop motion, evidenciando os potenciais efeitos da música sobre o corpo humano. A vinheta começa mostrando todo o percurso da música desde quando sai do rádio até chegar aos orgãos mais internos do corpo e encerra com uma explosão do coração que revela a marca do programa.
A escolha dos toy arts e da técnica de stop motion foram propositais, no intuito de reforçar à peça uma linguagem mais artesanal, humana e emocional, em contrapartida ao uso “frio” do uso computacional. O resultado é uma composição literalmente vívida e pulsante.
Abertura







Videografismos adicionais


Making of








Ficha Técnica
Canal: MTV Brasil
Direção de Arte: Fernando Bittar e Pedro Burneiko
Roteiro: Fernando Bittar, Pedro Burneiko e Juliana Mendonça
Assistente de Arte: André Koji
Motion design e 3D: Lucas Pasquini
Fotografia: Bruno Rondinelli
Toy Art: Monstro Coisa
Sound design: Guan
July 01 2011
2011 PromaxBDA Promotion, Marketing and Design Awards

Depois do PromaxBDA Europe Award 2011, acaba de sair a lista dos vencedores deste ano da premiação PromaxBDA Promotion, Marketing and Design Awards, umas das mais importantes premiações do design televisual. E uma das gratas supresas é a presença do estúdio brasileiro BEELD Motion entre os vencedores pelo seu excepcional trabalho para o canal Telecine. Entre os prêmios estão o ouro em “Chamada de Programa Infantil” para a Sessão Kids e bronze em “Design” para Telecine Pipoca. Outras participações brasileiras foram a do canal Globo News, que recebeu um bronze sobre seu programa especial “Jean Charles”, e a do Canal Brasil, que ficou com o ouro em virtude do vídeo promocional sobre seu novo Twitter.
Rebrand Canais Telecine
Chamada Sessão Kids
Tags: BEELD Motion, prêmio, promaxBDA, Televisual, tvJune 21 2011
Comedy Central e TBS: rindo de si mesmos
Dois tradicionais canais americanos de comédia recentemente chamaram a atenção por seus reposicionamentos videográficos. Em ambos os casos, nota-se uma comunicação que busca tornar suas marcas mais divertidas, quebrando alguns paradigmas estabelecidos pelos próprios canais nas abordagens conceituais utilizadas. De alguma forma, eles tentam imburir a ironia e o bom-humor em seus símbolos. Procuram rir um pouco de si mesmos, do que apenas evidenciar seus produtos engraçados.
O primeiro a se renovar foi o Comedy Central no começo do ano, sob responsabilidade da Thelab. O novo símbolo substitui a estilização cartunesca do mundo com prédios gigantes por uma figura mais minimalista e sofisticada, mas não menos divertida.
O símbolo é composto pelas iniciais do nome do canal, fazendo uma brincadeira a representação do copyright. Solução gráfica bastante interessante já que enfatiza a ideia de que o canal tem sua “marca registrada”. E uma das características que compõem essa marca é o sarcasmo, já presente anteriormente em suas vinhetas nonsense, mas que agora está presente também em seu símbolo e suas aplicações (on e off air).
Entretanto, essa composição mais limpa e simétrica revelou-se para alguns um tanto “séria” e, portanto, incoerente com o conceito do canal. No entanto, o que a identidade aponta é um amadurecimento de sua comunicação, em comparação a estética infantilizada da marca anterior.

Se a nova identidade do Comedy Central foi interpretado por alguns como algo sofisticado demais para um canal de comédia, a sensação oposta pôde ser conferida pelo canal TBS, famoso por reapresentar clássicos sitcoms e filmes cômicos.
Sob responsabilidade do estúdio Ferroconcrete, a nova identidade procurou tornar o canal menos vintage e ressaltar o tema diversão, enfatizando assim o investimento da emissora em produções próprias e atrações atuais.
Para isso, o slogan “veryfunny” (agora estranhamente tudo junto) é reforçado nas vinhetas juntamente com o famoso sorriso, utilizado desde 2004. Mas agora esse símbolo ganha vida, tornando-se uma verdadeira mascote da programação. A ela é atribuída personalidade, emoções e ações através do uso da computação 3D. De maneira bastante dinâmica, ela corre, pula, dança, gesticula e interage com as personagens durante as vinhetas e chamadas. Identidade que pode causar a impressão de tratar de um canal infantil, apesar da temática adulta. Apesar disso, esse recurso visual tornou o canal muito mais engraçado, alegre e debochado.





Além de toda essa proposta irreverente de interação da marca com os programas, os canais apresentam outras semelhanças, como a configuração multicolorida das vinhetas e o aspecto dinâmico de apresentação da marca, algumas tendências bastante presentes no design televisual contemporâneo.
Tags: comedy central, comunicação, design, identidade visual, tbs, Televisual, tv, vinhetaMay 06 2011
Canal Brasil – uma proposta de redesign

Em pouco tempo, o Canal Brasil irá passar por um reposicionamento de sua identidade. No entanto, o designer Rafael Torres se adiantou e, em sua monografia de conclusão do curso de Desenho industrial (Programação Visual) da Universidade do Rio de Janeiro, resolveu apresentar um proposta bastante interessante de rebrand, que inclusive teve uma boa receptividade por um dos sócios do canal – André Saddy – por conta de sua pesquisa, estética e conceitos utilizados e coerência com a proposta do canal.
Toda a identidade foi baseada no conceito “Lado B”, que propõe ao canal uma linguagem mais voltada ao alternativo ou ao “cult”. Segundo Rafael, em entrevista ao Televisual, um dos principais elementos de inspiração foram a música brasileira, a cultura popular, a azulejaria, os filmes nacionais, além de identidade de canais como o alemão VIVA e o Sony Entertainmet Television. Uma proposta que procurou fugir de clichês e apresentar uma comunicação única e original.
Infelizmente o trabalho é só uma experimentação e não será implementado. Porém, vamos aguardar o que será apresentado oficialmente nas próximas semanas pelo canal.
Guias de Estilo





Produtos Off-air






Vinhetas e Chamadas










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April 15 2011
GNT – nova identidade
Olá, muito prazer, sou o André Luiz Sens do blog Televisual que aliás, completa 3 anos hoje! \o/
Fui convidado pelo time da IdeaFixa para tratar de um assunto que já pesquiso há anos e que me empolga bastante: o design televisual. O universo das vinhetas, chamadas, infográficos, selos e todos os elementos audiovisuais que articulam e promovem os programas e os canais serão assuntos para este espaço.
Vou começar apresentando o reposicionamento videográfico do canal GNT, lançado em março juntamente com a nova programação. O canal se tornou um dos mais bem quistos pelo público telespectador feminino nos últimos 8 anos. No entanto, a audiência durante todo esse tempo naturalmente se modificou e o canal esteve atento a essas mudanças. Por isso, uma nova identidade foi elaborada no intuito de se adequar a esses novos interesses e perfis.

Segundo o pessoal da Criação de Arte da Globosat, que concedeu uma entrevista ao Televisual, o resultado é fruto de uma extensa pesquisa qualitativa entre mulheres brasileiras da classe AB , de 25 a 49 anos, que revelou uma perfil denominado por eles de “mulherAB-de-30-anos-profissional-contemporânera-e-mãe” que, apesar de apreciar a antiga identidade, não se identificava com aquelas “mulheres perfeitas e idealizadas”.
A marca perdeu o elemento circular, recebeu alguns ajustes formais e incorporou uma paleta de cores mais colorida e vibrante. Enquanto isso, as vinhetas e chamadas ficaram mais divertidas e descontraídas, graças a presença de cenas divertidas e emocionantes que ilustram essas mulheres “multifuncionais”.
Pesquisa e Making of




Paleta de cores


Tipografia

Chamadas





Assinaturas









Squeeze


Especificações para material impresso

Após o lançamento de bastante repercursão da nova identidade d’O Boticário, algumas comparações surgiram entre as duas mudanças. Comentários que até certo ponto possuem alguma coerência. Afinal, podemos notar nas renovações gráficas da identidade de ambos os projetos algumas similaridades que apontam um reflexo de uma convergência de públicos.
Espero que tenham gostado desse primeiro post e aguardem que em breve mais novidades no campo do design televisual surgirão aqui na IdeaFixa!
Ficha Técnica
Ano: 2011
Canal: GNT
Gerente de Criação: Manuel Falcão
Coordenador de Criação: Ricardo Moyano
Direção de Imagens: Ricardo Moyano e Vitor Peixoto
Designers: Rodrigo Leme, Leon Vilhena, Daniel Tumati, Luke Bosshard, Marcio Leite e Celina Arslanian
Produção: Larissa Bello e Vanessa Barbosa
Aprovação: Letícia Muhana (Direção/GNT) e Daniela Mignani (Gerente de Marketing/GNT)
Som: Jonas Sá
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April 11 2011
Segredos revelados no Making Of de #TempoRealMoveisMtv
Atendendo a pedidos, segue aí o Making Of completo da ação #TempoRealMoveisMtv que deu origem ao videoclipe de “O Tempo” do Móveis Coloniais de Acaju
Espero que gostem,
@eponto
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April 07 2011
March 30 2011
#TempoRealMoveisMtv: O clipe disfarçado de ação disfarçada de clipe
Nesse último domingo, dia do Grafite, o Móveis Coloniais de Acaju, os grafiteiros do Kollors Kingz e o meu alter-ego Rodrigo Carlos fizeram uma ação ao vivo em homenagem aos grafiteiros e ao público da banda. A Ação consistia em fazer um grafite usando o nome de todos que tuitassem a tag #TempoRealMoveisMtv durante a transmissão.
No sita da Mtv, o público podia acompanhar em Tempo Real o grafite acontecendo e de quebra ver a banda ao fundo fazendo estranhos movimentos, em slow motion durante a ação.
A surpresa veio no final da transmissão, quando revelaram para o púbico que aquilo que eles assistiram já era o clipe.
Enquanto os grafiteiros escreviam os nomes do público no vidro, a banda estava encenando as coreografias e cantando a música 4x mais lenta. Só tiveram que acelerar o vídeo, syncar com a música original e postar na web.
O mais bacana é que o clipe acabou despertando um carinho especial no público, afinal, muitos deles participaram duplamente do projeto: Além de ter seus nomes escritos nele, acompanharam o seu desenvolvimento em tempo real. Posso dizer que nunca filmei e entreguei um filme tão rápido na minha vida ;-)
Curtam aí o videoclipe. Assim que o Making Of ficar pronto publico aqui. Vale a pena dar risada com o pessoal da banda dançando em câmera lenta haha
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February 22 2011
HQs e animação:: All-Star Superman

Olha vou ser sincero, vou confessar: eu sempre detestei o Superman. O cara é quadradão, é muito coloridinho, muito bonzinho, escoteirinho. Chatinho. Além disso, cresci lendo naquela época da decadência dos heróis, nos anos 80, quando os anti-heróis e as facetas ”dark” dos personagens passaram a render coisas bem mais interessantes nas mãos de Alan Moore, Frank Miller e cia.
Atualmente já não detesto o Superman. Pelo contrário, a cada ano que passa me interesso mais pela construção de sua mitologia, de suas motivações, do que ele representa e como inspira histórias criativas, o desafio intelectual. Grande parte dessa constatação se dá por causa de coisas como a minissérie ”All-Star Superman”, de Grant Morrison e Frank Quitely. Que virou animação em lançamento hoje, nos Estados Unidos.
O projeto ”All-Star” da DC Comics, pra quem não conhece, foi uma resposta às boas vendas da Marvel Comics com o ”Universo Ultimate”: uma forma de explorar artistas visionários com a recriação de seus principais ícones, dando um ”banho de loja” com elementos atuais.

Assim como Morrison e Quitely (que já trabalharam juntos em outras oportunidades, a exemplo do sensacional ”WE3”), foram convocados também Frank Miller e Jim Lee para rever Batman e Robin. Só que o sucesso de ”All-Star Superman” foi tanto que ofuscou qualquer outra publicação dessa natureza na DC Comics. A mini, em 12 números, agradou público e crítica e venceu prêmios Eisner, Harvard e Eagle em várias categorias.
O plot inicial se resume ao seguinte: Superman salva uma equipe de pesquisas em curso ao Sol e, durante a fuga das rajadas nucleares, descobre um novo superpoder, uma aura bioelétrica, ativada instintivamente. Essa habilidade inédita na verdade é parte de um processo cancerígeno devida a superexposição solar. E parte de sua morte, milimetricamente planejada por Lex Luthor.

A partir daí, vemos um Superman disposto a fazer suas últimas tarefas antes de morrer. Só que o Superman de Morrison e Quitely não é o mesmo de Jerry Siegel e Joe Shuster ou de John Byrne. Ele é excêntrico, guarda artefatos intergaláticos na Fortaleza da Solidão, uma espécie de casa/museu/laboratório, com direito até a um zoológico próprio, habitada por criaturas como um ”devorador de sóis”.
A dupla atravessa todos os melhores elementos do personagem em 12 edições: a rivalidade com Luthor, sua herança genética alienígena, o fato de ser excluído entre humanos, o romance com Lois, aventura temporal e espacial, pancadaria, Jimmy Olsen, Apocalypse, Brainiac, Solaris… Tudo de maneira criativa e muito bem ilustrada – Quitely alcança um verniz vanguardista e mantém sua aura “Moebius” ao emplacar narrativa com design inovador para padrões de super-heróis no mercado de hoje.

A animação, roteirizada por Dwayne McDuffie, consegue condensar as 12 edições de uma forma mais dinâmica, sem perder os principais momentos e mantendo o design de Quitely na construção dos personagens. Apesar da ”ausência” de Jimmy Olsen – que tem grande importância nos quadrinhos -, está tudo ali, os ”Doze Trabalhos do Superman”.
Ao final da animação, que dá vontade de chorar (é, confesso, chorei), Superman mostra a razão de ser o exemplo máximo de heroísmo e a referência do que é ser um super-herói nos anos que virão. E Morrison cumpre sua meta de ”reestabelecer seu lugar como o maior de todos os super-heróis”.
Quem procurar pode encontrar facilmente para baixar na internet, mas vale esperar os DVDs (simples a US$ 19,98 e duplo a US$ 24,98) e Blu-rays (a US$ 24,98) chegarem por aqui. Os DVDs trazem uma prévia da próxima animação homevideo da DC, ”Green Lantern: Emerald Knights” e um featurette com a visão de Grant Morrison, além de dois episódios de animação escolhidos por Bruce Timm (de ”Batman Animated”, entre outros).

Já o Blu-ray terá também conversa com Grant Morrison, comentários em audio de Timm e Morrison e a história digital que inspirou a animação. Tudo para fazer adultos crianções, como eu e você, bem mais felizes.
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February 02 2011
Animação :: Young Justice empolga
Fazia tempo que não me dedicava em seguir alguma série de animação na tevê. Até esta semana. Desde que ”Justice League Unlimited” (JLU) terminou nenhuma outra animação na tevê levou tão a sério a construção da história e de um universo de super-heróis fora de sua mídia original, as histórias em quadrinhos. Bem, até agora.
”Young Justice”, nova aposta da Warner Bros/DC Comics, estreou no final do ano nos Estados Unidos e vem sendo muito comparada a JLU, com potencial de superar o desenho dos chamados ”personagens de primeira linha”.
Antes de mais nada, é preciso lembrar a razão que levou ”Justice League Animated” (JLA) e JLU a ser um sucesso. Ambas as produções podem ser consideradas o ápice do que foi construído a partir de ”Batman Animated” e ”Superman Animated”, com o belo trabalho do criador e produtor Bruce Timm.
Houve uma evolução em termos de conceito para entretenimento infanto-juvenil quando Timm impregnou uma visão mais densa em termos de profundidade de histórias e personagens.
Na última temporada de ”Batman Animated”, por exemplo, Batman deixou pra trás suas primeiras versões mais ”alegrinhas” e se tornou muito calado, como é na verdade, nas revistas. O primeiro Robin cresceu, o tempo passou, enfim, a história evoluiu em outra mídia. O mesmo aconteceu com JLA e JLU, que chegou a gerar uma realidade paralela de histórias, sem agredir as características básicas de cada personagem.
Alguns dos 91 episódios, exibidos em quatro temporadas, entre 2001 e 2006, chegaram a superar e até mesmo influenciaram os equivalentes em impresso, tanto que o roteirista Dwayne McDuffie migrou para as revistas (sem o mesmo êxito).
Apesar do sucesso de público e crítica, o conglomerado sentiu falta de propor versões mais ”light” de seus personagens para um público que não costuma seguir a cronologia das revistas. Afinal de contas, a rival Marvel Comics também começava a emplacar novas versões de Homem de Ferro, Homem-Aranha, X-Men e, mais recentemente, os Vingadores e versões mirins, a exemplo de ”Super Hero Squad”, com certa prioridade após a compra da Marvel pela Disney.
Assim, a Warner decidiu fazer dessas ”propostas mais sérias” os home videos que dão uma roupagem mais ampla sem deixar de lado a alta fidelidade aos conceitos básicos dos personagens e sagas. Como exemplos, ”First Flight”, do Lanterna Verde; ”Crisis in Two Earths”, ”Batman: Under the Hood” ou, em breve, ”All-Star Superman”. Por outro lado, na tevê, seguiram as propostas ”light”, com ”Teen Titans” e ”Batman: The Brave & The Bold”. Então, ”Young Justice” vem justamente para ”fazer o meio-de-campo”.
A animação foi criada sob a supervisão dos produtores Greg Weisman (de ”Gargoyles” e ”The Spetacular Spider-Man”) e Brandon Vietti (”Batman: The Brave & The Bold” e ”Batman: Under the Hood”). A ideia é mostrar o crescimento dos heróis mais jovens, que não são mais ”teen” mas ainda não são maduros o suficiente para estar na Liga da Justiça.
A série começa quando Robin (Dick Grayson), Kid Flash (Wally West), Aqualad (Kaldur’ahm, personagem criado especialmente para a série de tevê, incorporado também ao universo DC impresso) e Ricardito (Roy Harper) são ”promovidos”. Ricardito (que traduçãozinha ridícula pra Speedy, que, convenhamos, já era um nome podre… tudo bem, coisas da DC), no entanto, não suporta ser tratado como sidekick e deixa o grupo logo no início do primeiro episódio.
Em seguida, Robin, Kid Flash e Aqualad se envolvem em uma trama que vai trazer os outros componentes iniciais do grupo, Superboy (Conner Kent), Miss Martian e Artemis. Eles passam a operar como uma espécie de time de operações secretas, comandado por Batman, com auxílio do Tornado Vermelho e da Canário Negro.
O que chama a atenção na animação ”Young Justice”, em primeiro lugar, é o tom realista, que virou mania desde as primeiras bem-sucedidas adaptações cinematográficas na virada do século. Em entrevista, Vietti afirma que o conceito da roupa de Robin, por exemplo, vem do fato dele ser um lutador de rua e por isso seu uniforme é na verdade uma espécie de armadura. Já o Kid Flash tem o design que lembra o Flash, no entanto é relativamente mais robusto, porque o mais jovem começa a desenvolver seu próprio estilo de usar a velocidade, mais como um canhão humano.
Em termos de história, Weisman privilegia os grandes plots em meio a arcos curtos e de médio prazo. Sempre tem algo maior acontecendo no pano de fundo de cada episódio. O interessante em ”Young Justice” é que há mais ação e uma preocupação maior com a personalidade de cada um do que em JLA ou JLU. Isso faz parte do processo de identificação com os heróis.
”Young Justice” quer que o público, especialmente os mais jovens, consiga se ver em Robin e Superboy, por exemplo. Pra começar, tudo é mais impulsivo e rápido. Robin não tem vocação pra líder e é extremamente inconsequente no campo de batalha. Superboy é muito calado e isolado do grupo, não sabe lidar com seus sentimentos, especialmente com Miss Martian e quem deveria ser seu mentor, Superman. Aliás esses relacionamentos vão muito de encontro com a falta de comunicação entre amigos e namoradas, pais e filhos.
A animação consegue injetar o frescor e o vigor da juventude em uma narrativa que vai de encontro com o público jovem. Trata-o como adulto quando necessário, só que sem deixar a diversão de lado. Leva-se a sério e também ri de si mesmo. E, pelo menos por isso, merece uma conferida. Ainda não há data de estreia no Cartoon Network brasileiro. Ah, mas isso não é problema para a galerinha conectada na internet.
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Tags: animação, batman, Flash, HQs, justice league, kid flash, liga da justiça, robin, super-heróis, superboy, superman, young justicePosts relacionados
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