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February 14 2012
Vire o Disco e dá-lhe Arte

É o que fez o artista Scott Marr com alguns de seus discos riscados.
Que desapego, que nada! O cara foi lá e fez esculturas nos vinis que não tocam mais!
BOA!
O resultado final é uma série inspirada em crochê intitulada “78 do”.






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October 08 2011
Ressaca | Down in Mexico
A música, originalmente do grupo norte-americano The Coasters, foi o primeiro single de R&B lançado da banda e já chegou quebrando tudo, obviamente. Isso foi em 1956, quando o The Coasters trabalhava hits com pitadas de rock que contavam uma historia nas letras. Down in Mexico, particularmente, conta sobre um lugarzinho no Mexico, onde as bebidas são mais quentes que o chilli…
Mas foi na Lap Dance (em português claro, a dança do colo) protagonizada pela atriz Vanessa Ferlito sob as lentes de Quentin Tarantino, em 2007, que a música tomou essa forma… digamos… deliciosa. Ok, a Vanessa Ferlito é deliciosa (não recuo diante dessa palavra), e no filme Death Proof, que deveria ser um thriller, a sua personagem é instigada por um psicopata (vivido por Kurt Russell) a fazer a dancinha.
Deu nisso aí: a tratorização da ressaca de qualquer pessoa neste sábado pela manhã. E como diz a história contada na música do The Coasters: “I didn’t know just what to expect, She threw her arms around my neck, We started dancin’ all around the floor, And then she did a dance I never saw before“.
* Em homenagem às companheiras Camila Vieira e Janara Lopes, que estão Down in Buenos Aires e são taradas nessa música.
| RESSACA IDEAFIXA
Todo sábado, pela manhã, um videoclipe bem bonito para curar a ressaca na nova seção da IdeaFixa. Divirta-se com música boa e as cenas mais malucas do audiovisual em: Ressaca IdeaFixa
October 03 2011
Ressaca | TMDG
O Big Active tinha tudo para ser uma banda. Mas (felizmente) não é. São um estúdio de consultoria criativa com um surpreendente trabalho em torno do mais alto nível do universo musical. Só para ter uma ideia, a clientela para a qual o Big Active já desenvolveu peças inclui nada menos que: Garbage, Muse, Goldfrapp, Mark Ronson, Beck, Keane, Kate Nash, Nero e The Enemy.

Para quem assistiu à palestra do grupo na última sexta-feira, encerramento do primeiro dia de TMDG 2011, ficou claríssima a influência que uma empresa criativa tem sobre a boa música. Para quem não pôde estar por lá, a IdeaFixa dá aqui uma palhinha do que se trata…
O Big Active trabalha com criatividade, para tornar visível (e tangível) a música contemporânea. A produção envolve projetos de comunicação extraordinários, vídeos e – seu forte - design de capas de álbuns e coleções musicais. Ousadia e método colaborativo são as grandes marcas do estúdio, que costuma convidar ilustradores e designers contemporâneos para participarem da criação das peças para as bandas.
É uma “queda” que o Big Active tem por fazer essa ponte entre os artistas e contratantes (em parte, bastante parecida com a da IdeaFixa). E dá pra notar que utilizar 7 artistas diferentes para trabalhar cada capa da coleção Mark Ronson & The Business Intl e participar de 4 prêmios FODA do design mundial por isso, deve ter sido uma garantia do sucesso deste procedimento.

Isto é, já que o design é capaz de unificar diversos tipos de mídias fragmentadas, o Big Active também unifica diversos tipos de arte para uma solução muito mais do que satisfatória: comunicação visual para plataformas na Internet e celulares também são seu forte.
Alguns “causos” do Big Active para curtir a Ressaca pós-TMDG:
1:: O último videoclipe da banda belga Das Pop – The Game, que também dá nome ao disco lançado em 2011 – teve criação conjunta de cinco animadores sobre ilustração de background da dupla de artistas londrinos Will Sweeney e Susumu Mukai. Para o CD Try Again (2008), o Big Active ainda ousou mais: uma série limitada de singles para customização livre da capa.
2:: Aquele CD que marcou a “volta” do Garbage como ele era ANTES da incompreensível fase “BeautifulGarbage“: rock pesado e uma Shirley Manson de cabelos vermelhos novamente. David Grohl assina a bateria da primeira música de Bleed Like Me (2005), e o Big Active assina não só seu projeto gráfico completo, como ousa bastante na confecção do single de “Why do you love me” – o som mais “girlie” do álbum recebe um tratamento rasgado e vem em um disco cor-de-rosa.
3:: Para combinar com a idiossincrasia de um cantor como o Beck, o Big Active utilizou 200 ilustradores para customizar a capa branca do álbum The Information (2006). Agregando mídias, os fãs do cantor também podiam enviar suas próprias ilustrações para participar do projeto. No fim das contas, os ilustradores também criaram adesivos que vinham com o álbum e podiam ser aplicados a camisetas de formas diversas.

4:: Campanhas completas (e totalmente diferentes entre si) dos últimos 4 álbuns e respectivos singles da inglesa Goldfrapp sob colaborações de alguns fotógrafos e designers mostram a versatilidade do Big Active. São eles: Head Fist (2010), Seventh Tree (2007), Supernature (2005) e Black Cherry (2003). Estilosos, cada qual de acordo com as fases loucas da cantora Alison Goldgrapp.

4:: Eles não tem papas nem na língua, nem nas criações, nem em nada. Para o álbum Bleachin’ (2000) do DJ Jeremy Healy, o Big Active criou um “kit cocaína”, cuja essência da narrativa consistia em contar a história de um DJ que vive de boemia 24 horas por dia. O álbum foi lançado no mercado com tudo o que fosse necessários para – digamos – “administrar” os entorpecentes: um disco espelhado, canudo e cartão feitos em aço inoxidável, além de uma nota de dólar enrolada na parte externa da caixa de mídia.

October 02 2011
Vinil + Laser Cutter = Analog Sampling
Experimento bem interessante e divertido. A ideia era criar uma espécie de “sampling analógico” com Vinil, imitando a técnica cut&paste de fitas comum da Música Eletroacústica dos anos 40 em diante.
Mais informações sobre esse experimento, bem como o processo de tentativa e erro, aqui.
Um mini-documentário sobre um outro artista fazendo algo parecido, aqui:
Tags: analógico, laser cutter, sampling, vinilSeptember 17 2011
Ressaca | O bom gosto de Charlotte Gainsbourg
Charlotte Gainsbourg é uma mulher de bom gosto. Além de ser filha do maior ícone da música francesa Serge Gainsbourg com a linda Jane Birkin, é a menina dos olhos do Lars von Trier, estrela do pesadíssimo e sensacional AntiCristo (2009), e Melancholia (2011), em que divide a cena com Kirsten Dunst. Como se nada disso bastasse, ainda resolveu seguir os passos da família e enveredar para o caminho da música, há alguns anos, quando lançou dois discos bem sensuais 5:55 (2006) e IRM (2009) – que traz o sucesso Trick Pony.
Mas estou aqui para falar especialmente do seu clipe Heaven Can Wait, em que ela chegou ao auge do bom gosto, rodeada pelo cantor Beck (com quem faz o dueto da faixa e também produz o CD) e pelo diretor Keith Schofield – famoso pelos trabalhos com o Supergrass, Cut Copy e Lenny Kravitz. Todo esse background só poderia gerar o estouro visual que compõe Heaven Can Wait, numa seleção de imagens em que se observa: um astronauta com cabeça de sanduíche; um edredon voando num restaurante; um homem perseguido por um machado no campo de futebol; a Charlotte Gainsbourg segurando: um bebê, um animal metamórfico, um lápis de olho ao lado de um alienígena; e por aí vai…
O clipe é de 2010, por isso muita gente já viu e dirá que é “velho”. Mas até aí o “Grito” do Edvard Munch é mais velho ainda e eu ainda não consegui parar de observá-lo. Bom gosto é mesmo uma coisa atemporal e a Charlotte está aí para comprovar. Bom final de semana!
| RESSACA IDEAFIXA
Todo sábado, pela manhã, um videoclipe bem bonito para curar a ressaca na nova seção da IF. Divirta-se com música boa e as cenas mais malucas da música em: Ressaca IdeaFixa
Tags: beck, charlotte gainsbourg, heaven can wait, Keith Schofield, lars von trier, ressacaApril 11 2011
Segredos revelados no Making Of de #TempoRealMoveisMtv
Atendendo a pedidos, segue aí o Making Of completo da ação #TempoRealMoveisMtv que deu origem ao videoclipe de “O Tempo” do Móveis Coloniais de Acaju
Espero que gostem,
@eponto
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April 08 2011
Loucos por Vinil

Ouvi hoje de manhã em uma rádio e achei legal compartilhar com todo esse povo louco por arte, música e fim de semana.
Nesse fim de semana 09 e 10 de abril, rola em São Paulo no município de Embu (também conhecido como Embu das Artes) o 9º Loucos por Vinil. O evento deste ano tem como tema Tropicália assim como em 2010 o tema foi Rock, 2009 Beatles e 2008 Raul Seixas. Nesses 2 dias terão diversas bandas, exposições e deve ter cerveja também.
A entrada é gratuita, mas os famosos 1kg de alimento, brinquedo e roupas são sempre bem vindos.
Mais informações e programação no site da Prefeitura de Embu ou (11) 4785-3563 – Secretaria de Cultura.
Tags: arte, colecionador, discos, embu, evento, exposição, gratuito, São Paulo, show, vinilPosts relacionados
August 05 2010
Presente para seu pai (ou para você) que adora vinis

Sabe quando você entra em um sebo e vê um vinil tão bonito que tem vontade de comprar só pela capa, mesmo não tendo toca-discos? Você pode fazê-lo sem precisar encostar o bichinho num canto depois: o Disquadro é uma moldura feita especialmente para o formato do vinil (o vinil pode estar dentro da capa inclusive!). E quando se cansar, é só trocar. Dá inclusive para colocar vários na parede e fazer uma parede temática – como a da última foto só com discos do nirvana!
Para quem quiser dar Disquadro de presente de dia dos pais, ou se dar de presente, entrar em contato pelo email: disquadro@gmail.com



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July 07 2010
Vitrola USB customizável? Eu quero.

Desde o dia em que eu vi a apresentação do projeto de garagem do Max Targanski eu tenho um pequeno sonho de consumo que aflige esse pobre coraçãozinho do róque: eu preciso. Mas aí vem o maior problema, já que por enquanto existe só uma unidade fabricada e é apenas um sonho do Max. E agora meu, e de muita gente que vai ficar maluca após ver esse post.
O Projetos de Garagem para quem não sabe é uma iniciativa da Inesplorato e da IdeaFixa, e tem como objetivo expor e promover a valorização dos melhores trabalhos. Porque o que nos move de verdade nessa vida é o que sai do coração, são as nossas paixões e nossos projetos pessoais. A intenção primordial desse projeto é tirar da gaveta essas ideias incríveis de quem não se contenta com o que já existe ao seu redor e quer mais.
Por mais que algumas pessoas tenham questionado as boas intenções do projeto: ele é 100% do bem. A gente não quer tirar um centavo do Max, não quer roubar a ideia dele, e nem de todos os outros projetos aprovados. Nossa intenção é uma só: conseguir que gente com grana, boa vontade e visão de futuro a investir nessas jovens mentes inquietas e em suas ideias mirabolantes.
Esse post é sincero e sem delongas: o evento Projetos de Garagem precisa de patrocínio para poder acontecer como foi inicialmente idealizado. Então, se você acredita na ideia do Max, se você quer loucamente poder comprar essa vitrola, se valoriza o trabalho de quem fica inventando moda depois do expediente: retuite esse post, sugira nomes de de empresas que possam patrocinar o evento, mostre a essas empresas esse post através do twitter. Qualquer atitude nesse sentido valoriza não só o trabalho de quem participa, como os próximos Projetos de Garagem dos próximos anos, que podem tirar do papel a sua ideia.
E a gente daqui agradece qualquer ajuda.
Tags: IdeaFixa, inesplorato, max targanski, projetos de garagem, toca-discos, toca-discos customizável, vitrolaPosts relacionados
April 05 2010
2012 vem aí #3
Um dia as máquinas vão se revoltar. Até lá elas apenas buscam um lugar ao sol. Nesse vídeo, um Sinclair ZX Spectrum, uma impressora Matricial Epson LX-81, um scanner HP Scanjet 3c e um “HD array” (?) se uniram em busca dos 15 minutos de fama. Os hardwares arcaicos interpretam Nude, do Radiohead.
Criação de James Houston.
Tags: 2012, experimental, hardware, james houston, música, nude, old, radiohead, velharia, vem aíPosts relacionados
January 31 2010
CDs e a busca da experiência perdida
Eu ainda gasto (mais do que deveria ou gostaria) um bom dinheiro em CDs. Eu gosto de tê-los na prateleira, mesmo sabendo que não irei ouvi-los direto da mídia (já não tenho aparelho de CDs há algum tempo).
Minha experiência pessoal de comprar CDs mudou: quando eu era um infanto (e isso não faz muito tempo, diga-se), ir à loja e comprar um CD de uma banda, limitado às bandas/artistas que chegavam ao Brasil pelas gravadoras, era quase uma surpresa: dificilmente você conhecia o álbum todo e comprava meio que “no escuro”. Óbvio que os mais velhos clamarão que era a mesma coisa com o vinil, eu sei. Hoje em dia, eu compro os CDs das bandas que eu já cansei de ouvir no computador, compro CDs das minhas bandas preferidas e, principalmente, se eu vejo ao vivo uma banda ou músico independente que eu gosto, comprar o CD é uma forma de ajudá-lo.
Para um artista vender CDs hoje em dia ele precisa ser criativo e oferecer o tipo de experiência que se tinha antes da facilidade do download: o CD era/é um objeto quase fetichista, uma combinação de arte e música em um formato (quase sempre) definido, e a experiência baseia-se numa escuta quase que ritualística, de parar para ouvir e dedicar-se a tal feito. Ainda mais, para um artista vender CDs hoje ele precisa principalmente estar ciente de que o caminho começa pela internet: downloads, legais ou ilegais, têm provado ser a melhor e mais eficiente “porta de entrada”, seja do artista consagrado ou do novato.
Um dos primeiros CDs com artwork mais “ousada” que vi foi o Pulse, do Pink Floyd:
Isso em 1994, se não me engano. O CD ainda estava no seu auge e os tiozinhos já estavam pensando longe. Hoje é bem complicado de encontrar essa pérola por um preço acessível. A segunda edição é linda também, mas sem os LEDs.
Depois, com a progressão da tal “Morte do CD” e das estratégias do Radiohead, Nine Inch Nails e outros para uma tentativa de mudança na forma de “vender música”, eu achei bem legal a iniciativa do Trent Reznor com seu ábum Year Zero, combinado à um ARG, USB sticks espalhados em shows, e um CD que muda de cor com o calor:
Eu poderia citar aqui mais alguns exemplos, mas esta historinha toda foi só para mostrar que curiosamente, essa semana eu vi dois ÓTIMOS exemplos de como fazer um CD se tornar novamente uma experiência interessante, e decidi que seria um bom tema para um post aqui, pois envolve música e design como uma “tentativa” de salvar um formato praticamente obsoleto.
O primeiro é o disco Pappeltalks, da dupla Ivan Palacký & Andrea Neumann. A capa foi concebida pelo estúdio Hubero Kororo e a graça está na primeira vez que você abre o disco:
Uma boa combinação de capas “personalizadas”, interatividade e um quê de randômico. Me lembrou o trampo do Beck para “The Information”, com os adesivos para você criar sua própria capa:
Mas para mim o mais impressionante ainda é o do músico Moldover, da cena eletrônica independente de NYC, principalmente pelo fato do cara ser um músico de certa forma “desassociado” ao movimento da grande indústria:
Felizmente e infelizmente, talvez o futuro do CD seja o de objeto de colecionador, o da edição limitada. Isso faz com que a tentativa de inovar e fazer algo interessante cresça, mas ao mesmo tempo torna-o cada vez mais custoso, como uma pequena peça de arte.
Tags: artwork, beck, cds, moldover, músicaPosts relacionados
January 08 2010
O que fazer com sua coleção de LP´s?
Christian Marclay é um artista visual de NY. Também é DJ e compositor e faz essa colagens bizarrinhas com seus milhares de discos. Tem várias outras ali depois do “leia mais”. Essa aí de cima é destaque do post para homenagear o David Bowie que hoje faz 63 anos.
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