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May 20 2013

03:12

Liga da Justiça de família

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O Ilustrador  Andry Rajoelina vive em Paris e trabalha com séries animadas. Ele fez essa série graciosa imaginando o casting de heróis da DC Comics com seus rebentos. 

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May 09 2013

20:22

Boneface, o cara por trás da capa do novo álbum do QOTSA

Há 3 anos, no antigo blog da IdeaFixa na MTV, o Wendell falou uma verdade difícil de engolir, mas pura verdade: “[A banda] Queens Of The Stone Age impressiona na quantidade de pôsteres e na diversidade de artistas com quem trabalham. O curioso é que a banda costuma lançar discos com capas detestáveis, o que faz deles uma grande incógnita, ou simplesmente mostra que os caras gostam mesmo é de tocar”. Mas as estatísticas mudaram.

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O responsável pela arte do novo álbum do QOTSA, Like Clockwork, é o artista britânico Boneface. Aí sim!

Menos conhecido como Stu Madden, o rapaz de Liverpool tem 25 anos e vem publicando seu trabalho desde 2009. Em 2010 se formou em ilustração pela UCLAN. Boneface se alimenta de uma dieta saudável e balanceada de video games, cartoons, quadrinhos e filmes trash; resultando no que ele chama de “Slimmed pop-art”.

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Segundo Boneface, além de sua dieta, as principais influências para o seu trabalho vêm da infância. “Eu lamento o que as crianças recebem hoje em dia. Desenhos, videogames e filmes simplesmente não são o que costumavam ser. Meu desenho tem muita influência das pessoas que eu admirava quando criança, principalmente os super heróis e vários tipos fodões. Eu tento usar esquemas de cores daquela época, ao invés dessa mistura cinza/marrom que parece dominar a cultura popular atualmente”.

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Filmes B também estão presentes em boa partes das ilustras. “Super sangrento, à moda antiga, feito em VHS para ficar bem porcaria. É o meu tipo favorito de filme. Pode ficar com seus Avatares e Inceptions;  me dê um pouco de Uma Noite Alucinante e Slime City”.

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Voltando à parceria do Boneface com a banda Queens of the Stone Age, no começo dessa semana saiu um clipe com ilustrações do cara, para a música I Appear Missing. Esperando ansiosamente para que a parceria não acabe por aqui.

August 27 2012

16:42

HQ :: WE3 volta ao Brasil em edição de luxo o/

Philip K. Dick se encontra com George Orwell no belo conto de Grant Morrison, batizado de WE3 – Instinto de Sobrevivência. A história, já lançada por aqui em 2006, retorna ao Brasil em versão de luxo. Ótima oportunidade pra ter um clássico contemporâneo da Vertigo/DC Comics na prateleira.

WE3, ou Weapon 3, conta, basicamente, a história de três animaizinhos, tão fofinhos quanto perigosos. Um cachorro, um gato e um coelho – batizados de 1, 2 e 3, respectivamente – são utilizados como protótipos de robôs armados para fins militares.

Essa turminha então arma altas confusões quando começa a questionar o propósito pelo qual fora criada. E daí inicia a jornada de sangue das criaturas em rebelião diante de seus criadores. A revanche que os amantes de bichinhos estavam esperando.

Morrison é conhecido por trabalhar bem em ambientes anticlímax e caracterizar bem suas esquisitices, há sempre um twist, mesmo nos elementos mais comuns. Além de criar situações e personagens autênticos, o autor britânico – responsável por pérolas como All-Star Superman, Asilo Arkham, Os Invisíveis e outros clássicos modernos – consegue revisitar fórmulas bem-sucedidas e acrescentar, com direito a muita cultura pop, um bem-vindo frescor, convidativo a novas audiências.

WE3, porém, não poderia ser considerada uma obra-prima moderna não fossem os desenhos de Frank Quitely. O artista herda os traços leves e a arte-final meticulosa com o uso de linhas da mesma espessura de grandes ilustradores franco-belgas, especialmente Jean “Moebius” Giraud.

Além disso, sua visão mangá da narrativa compõe páginas cinematográficas, cheias de ação e detalhes. A maneira como ele manipula o tempo e as minúcias de cada movimento e a forma como extrapola as estruturas convencionais dos quadrinhos torna algumas sequências um deleite visual de dar inveja.

A desconstrução do “bullet time” impressiona. O recurso, que veio dos quadrinhos e foi usado à exaustão em filmes como Matrix e em videogames como Max Payne, retorna aqui à sua linguagem original com influência dos meios pelos quais ela passou. Só vendo para entender.

A versão lançada lá fora, da qual esta nacional se baseia, é equivalente à deluxe version. Não é a chamada absolute edition (que conta com um formato maior), entretanto, é também uma publicação  mais luxuosa que a original, com capa dura e extras.

Neste caso, são dez páginas a mais de história, que não estavam na impressão original, e 28 páginas com desenhos e comentários sobre a criação, com as palavras de Morrison e Quitely.

Além de uma oportunidade para colecionadores, funciona também como bom ponto de partida para este tipo de leitura em quadrinhos. Imprescindível.

Serviço: WE3 – Instinto de Sobrevivência (Edição Definitiva) sai em setembro, com capa dura e 144 páginas a R$ 45, pela Panini Comics.

Leia outros textos meus aqui no IdeaFixa.

Veja outras coisas sobre quadrinhos e cultura pop no meu blog e no arquivo de resenhas de quadrinhos do Bonde.

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Tags: dc comics, frank quitely, grant morrison, panini comics, vertigo, WE3, Weapon 3

August 16 2012

00:01

February 22 2011

14:00

HQs e animação:: All-Star Superman

Olha vou ser sincero, vou confessar: eu sempre detestei o Superman. O cara é quadradão, é muito coloridinho, muito bonzinho, escoteirinho. Chatinho. Além disso, cresci lendo naquela época da decadência dos heróis, nos anos 80, quando os anti-heróis e as facetas ”dark” dos personagens passaram a render coisas bem mais interessantes nas mãos de Alan Moore, Frank Miller e cia.

Atualmente já não detesto o Superman. Pelo contrário, a cada ano que passa me interesso mais pela construção de sua mitologia, de suas motivações, do que ele representa e como inspira histórias criativas, o desafio intelectual. Grande parte dessa constatação se dá por causa de coisas como a minissérie ”All-Star Superman”, de Grant Morrison e Frank Quitely. Que virou animação em lançamento hoje, nos Estados Unidos.

O projeto ”All-Star” da DC Comics, pra quem não conhece, foi uma resposta às boas vendas da Marvel Comics com o ”Universo Ultimate”: uma forma de explorar artistas visionários com a recriação de seus principais ícones, dando um ”banho de loja” com elementos atuais.

Assim como Morrison e Quitely (que já trabalharam juntos em outras oportunidades, a exemplo do sensacional ”WE3”), foram convocados também Frank Miller e Jim Lee para rever Batman e Robin. Só que o sucesso de ”All-Star Superman” foi tanto que ofuscou qualquer outra publicação dessa natureza na DC Comics. A mini, em 12 números, agradou público e crítica e venceu prêmios Eisner, Harvard e Eagle em várias categorias.

O plot inicial se resume ao seguinte: Superman salva uma equipe de pesquisas em curso ao Sol e, durante a fuga das rajadas nucleares, descobre um novo superpoder, uma aura bioelétrica, ativada instintivamente. Essa habilidade inédita na verdade é parte de um processo cancerígeno devida a superexposição solar. E parte de sua morte, milimetricamente planejada por Lex Luthor.

A partir daí, vemos um Superman disposto a fazer suas últimas tarefas antes de morrer. Só que o Superman de Morrison e Quitely não é o mesmo de Jerry Siegel e Joe Shuster ou de John Byrne. Ele é excêntrico, guarda artefatos intergaláticos na Fortaleza da Solidão, uma espécie de casa/museu/laboratório, com direito até a um zoológico próprio, habitada por criaturas como um ”devorador de sóis”.

A dupla atravessa todos os melhores elementos do personagem em 12 edições: a rivalidade com Luthor, sua herança genética alienígena, o fato de ser excluído entre humanos, o romance com Lois, aventura temporal e espacial, pancadaria, Jimmy Olsen, Apocalypse, Brainiac, Solaris… Tudo de maneira criativa e muito bem ilustrada – Quitely alcança um verniz vanguardista e mantém sua aura “Moebius” ao emplacar narrativa com design inovador para padrões de super-heróis no mercado de hoje.

A animação, roteirizada por Dwayne McDuffie, consegue condensar as 12 edições de uma forma mais dinâmica, sem perder os principais momentos e mantendo o design de Quitely na construção dos personagens. Apesar da ”ausência” de Jimmy Olsen – que tem grande importância nos quadrinhos -, está tudo ali, os ”Doze Trabalhos do Superman”.

Ao final da animação, que dá vontade de chorar (é, confesso, chorei), Superman mostra a razão de ser o exemplo máximo de heroísmo e a referência do que é ser um super-herói nos anos que virão. E Morrison cumpre sua meta de ”reestabelecer seu lugar como o maior de todos os super-heróis”.

Quem procurar pode encontrar facilmente para baixar na internet, mas vale esperar os DVDs (simples a US$ 19,98 e duplo a US$ 24,98) e Blu-rays (a US$ 24,98) chegarem por aqui. Os DVDs trazem uma prévia da próxima animação homevideo da DC, ”Green Lantern: Emerald Knights” e um featurette com a visão de Grant Morrison, além de dois episódios de animação escolhidos por Bruce Timm (de ”Batman Animated”, entre outros).

Já o Blu-ray terá também conversa com Grant Morrison, comentários em audio de Timm e Morrison e a história digital que inspirou a animação. Tudo para fazer adultos crianções, como eu e você, bem mais felizes.

Veja meus textos sobre quadrinhos também em www.bonde.com.br/colunistas.

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Tags: all-star superman, dc comics, frank quitely, grant morrison, superman

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December 18 2010

21:00

Réplica do Batmóvel ficará exposta em São Paulo

Quem tiver em São Paulo, tem mais uma vez a oportunidade de ver uma reprodução fiel do Batmóvel (sem motor). Eu digo mais uma oportunidade, porque ele já esteve em abril no Shopping SP Market. Só que hoje (sábado) ele está na Rua Oscar Freire (perto da Bela Cintra e Haddock Lobo). Vale a pena conferir!

A ação é da Warner Bros para comemorar os 75 anos dos super-heróis da DC Comics.


March 18 2010

13:10

HQ:: Enfim, Preacher


Bom, agora parece que a novela acaba.

A série Preacher, um dos pilares que ajudou a sedimentar o selo de quadrinhos adultos Vertigo, da DC Comics, nos anos 90, finalmente deve chegar ao final no Brasil.

A publicação sofreu muito diante da descontinuidade pelas mudanças de editoras por aqui, teve seus tradepaperbacks impressos de diferentes formas, ganhou coleções distintas da mesma história… E empacou.

Por aqui, Preacher nunca passou do número 40. A série começou em 1995 e terminou em 2000, nos Estados Unidos, com 66 números e cinco edições especiais, além de uma minissérie com quatro números, perfazendo (sem contar as ramificações da minissérie) o famoso número da besta. É, toda aquela referência de Garth Ennis sobre o Céu e o Inferno.

Então tá, pra você que estava em outro planeta, em coma ou foi abduzido; ou simplesmente teve muita preguiça para acompanhar o que aconteceu até aqui, faço um breve resumo de toda a história e explico a (boa) razão para acompanhar a série até o final. Com alguns leves spoilers, nada que vá estragar surpresas.

Antes de mais nada, é preciso explicar um pouquinho do contexto no qual Preacher nasceu. Os anos 90 foram difíceis para os quadrinhos norte-americanos, com a decadência dos super-heróis. Muitos morreram ou mudaram drasticamente, a exemplo de Batman, Hal Jordan, Superman, Wolverine, Homem-Aranha, entre outros. Faltava criatividade e sobravam roteiros pífios colados em belas imagens, como nas revistas da Image Comics.

Muita gente nos EUA passou então a ler material de outros países, como do Japão e da Europa; dos gibis indies, a exemplo de Bone, Estranhos no Paraíso e Madman; e de propostas adultas, como as do crescente selo Vertigo.

A Vertigo, na verdade, já estava meio que estabelecida antes da chegada de Preacher. Tinha feito muito sucesso com Monstro do Pântano, Sandman e Hellblazer, e aumentava o leque com Livros da Magia e minisséries, como a de Shade. Nessa época até ganhava ramificações específicas, como um subselo para ficção científica, outro para histórias verídicas…

O que faltava era mais uma série de grande apelo, que pudesse substituir o vazio deixado por Sandman, claro, guardadas as devidas proporções. Foi então que a editora Karen Berger deu espaço a uma dupla que fez muito sucesso em Hellblazer, Garth Ennis e Steve Dillon. Eles teriam liberdade total para falar sobre o que quisessem e como quisessem.

Foi então que Ennis veio com uma premissa bombástica, cheia de possibilidades: um pastor perde a fé no Criador e, depois de receber uma misteriosa entidade divina chamada Gênesis, ganha o dom da Palavra, que deve ser obedecida. Jesse Custer usa o recém-adquirido poder para procurar Deus, que sumiu do Céu, e, durante a aventura, recebe a ajuda do vampiro irlandês Cassidy e da serial killer Tulipa.

Bem antes da febre Dan Brown, Ennis buscou nos Templários e nos mistérios da fé cristã o combustível para os arcos polêmicos de Custer, que ganhou a simpatia dos leitores devido ao seu comportamento ”porra lôca”, seu passado casca-grossa e suas soluções nada triviais para cada final de edição (como prova da não-corrupção pelo poder, Custer raramente usa a tal Palavra, até o final da série).

Imagine o encontro de Quentin Tarantino com Código da Vinci e você, que não leu, terá uma ideia. Ou, simplesmente, busque nos arquivos ou em sebos a primeira (e ótima) passagem do escritor pela revista de John Constantine.

Ennis, que aqui ainda não tinha tantos vícios de roteiro, construiu muito bem os personagens (tanto os protagonistas como os coadjuvantes), dando background, motivações e complexidade para que as histórias não passassem apenas de especulações à la Discovery-History Channel regadas a muito sangue. Dillon, com traços econômicos e caracterizações bem delineadas, foi também fundamental para a criação.

A série foi bem até a metade, cheia de revelações e acontecimentos intrigantes. No meio da história toda, perdeu um pouco do fôlego. O roteirista se prendeu demais à numeração estabelecida inicialmente e teve que enrolar um pouco a trama até os dois arcos finais.

Isso explica um pouco porque a vendagem e, consequentemente, a publicação de Preacher, empacou no número 40. A partir do arco Salvação é que começa o final. E é por isso que estamos comemorando, pois o que vem por aí é bem legal.

Bem, o Preacher da Panini Comics continua de onde pararam todas as publicações por aqui. Depois de conhecer seu passado, brigar com o amigo Cassidy por causa do amor de sua vida, Tulipa, e de uma grande treta com a organização conhecida como Graal, Custer cai de um avião, sem paraquedas. Ele acorda em um lugar desconhecido, sem um olho e as lembranças de como sobreviveu à queda.

Salvação ainda tem resquícios da enrolação de Ennis, no entanto, vai apontando caminhos para o fim. A sequência final da série, já nos volumes seguintes, é muito bacana, engraçada, com diálogos espirituosos (especialmente os que acontece entre Cassidy e Deus) e tem a participação sempre medonha do Santo dos Assassinos

Enfim, vale a pena retomar a coleção para tê-la completa. Depois de Salvação, a Panini Comics deve publicar os dois últimos volumes, All Hell’s Coming (dos números originais 51 a 58 e o conto Preacher Special: Tall in the Saddle) e Alamo (do 59 ao 66).

E a editora já prometeu reimprimir os primeiros seis volumes. Pelo menos essa é a esperança. Bem, tomara que, desta vez, a maldição de Jesse Custer seja quebrada no Brasil!

”Preacher – Salvação” tem capa dura e 260 páginas coloridas no formato americano (17 x 26 cm). Custa R$ 62.

Escute > Gorillaz  – Plastic Beach

* Leia também minhas matérias de quadrinhos no www.bonde.com.br/colunistas. Tem texto atualizado com informações dos lançamentos de Scott Pilgrim Contra o Mundo, The Losers e Kick-Ass, todos com adaptações a caminho do Brasil entre abril e setembro.
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Tags: cassidy, Comics, dc comics, garth ennis, jesse custer, panini comics, preacher, quadrinhos adultos, steve dillon, tulipa, vertigo

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January 20 2010

01:50

HQs :: Superhero Update #2 Green Lantern/DC Comics

Rasguem seus gibis! Isso, rasguem o máximo que puderem!

Ok, não estou falando sério. Mas a Marvel Comics está. A razão é o sucesso da saga “Blackest Night” (ou, como deve chegar em breve ao Brasil, “A Noite Mais Densa”), que tem como centro de conflito o Lanterna Verde Hal Jordan e suas tropas, personagens que ganharam importância desde a chegada do roteirista Geoff Johns. Ah, sim, a Marvel Comics está  promovendo uma “caça” aos títulos relacionados a “Blackest Night”, oferecendo prêmios aos lojistas, justamente para  tentar deter o sucesso da rival.

Bem, é disso e mais um pouco que falarei aqui nesse boletim, que dá um panorama do que acontece com os “superseres multicoloridos usando colantes” na DC Comics.

Ah, que fique claro, teremos durante a leitura muita nerdice e alguns spoilers de baixa intensidade, nada que vá te fazer me odiar.

Bem, pra começar, um breve resumo do que aconteceu nos últimos anos: vários personagens voltaram do mundo dos mortos – como Superman, Arqueiro Verde, Hal Jordan e o Flash Barry Allen, só para ficar entre poucos – e tantos outros viraram petróleo – a exemplo de Ajax, Maxwell Lord, Superboy, o Flash Bart Allen e mais uma cacetada que não lembro de cabeça agora. Essa mania de matar a galera para chocar em eventos já deu no saco nos anos 90 e transformou, a cada ano, o Universo DC em uma verdadeira zona e a cada dia mais sombrio. Nem mesmo o Batman resistiu a isso e tá por aí, penando em um vórtice temporal criado pelo quântico Grant Morrison.

Eis que um jovem talento, que já vinha se destacando em histórias da Sociedade da Justiça, acaba convecendo os editores da DC Comics a levarem sua visão de um de seus personagens prediletos para o retorno de uma franquia em frangalhos já há duas décadas: o chefões deram o “ok” para que o übber nerd Geoff Johns estabelecesse um novo status quo para os Lanternas Verdes com o retorno de seu maior integrante, Hal Jordan (desculpem-me os fãs de outros Lanternas, Hal é o Lanterna definitivo). Assim nascia “Green Lantern: Rebirth”, em 2005.

Para a surpresa de muita gente, inclusive a minha (estava muito apreensivo, afinal de contas, Hal Jordan é meu herói predileto), Johns se superou. Trouxe um Hal ainda mais impulsivo e espirituoso; criou uma Tropa de Lanternas com uma excelente dinâmica de grupo; gerou novas nerdices na mitologia, como capítulos esquecidos no Livro de Oa, lanternas lendários; e, o mais importante, diferenciou como cada um daqueles caras com uniformes parecidos usa a força de vontade para empunhar a arma definitiva por meio do poder da mente. Tudo isso com excelentes desenhos de Ethan Van Sciver e, posteriormente, do brazuca Ivan Reis.

Hal Jordan, então, ganhou uma nova série mensal, acompanhada de uma paralela, a Green Lantern Corps (obviamente com histórias da tropa), que passaram a publicar empolgantes arcos autocontidos, em constante interação uma com a outra. Enquanto isso, nos outros títulos, a DC Comics estava se embananando com sagas absurdas, como a “52″ (em que saía uma revista por semana), e penando para manter o trio Batman/Superman/Mulher-Maravilha em destaque. O ápice da confusão veio com “Crise Final”, que prometia bastante, já que vinha com a assinatura de Grant Morrison, responsável por bons momentos da Liga da Justiça e dos X-Men em um passado recente.

“Crise Final” tem uma estrutura interessante e vários subtextos, mas passa, comercialmente, longe do que a DC Comics gostaria de ver. E, para nós, brasileiros, é pior ainda. A saga mexeu com todo o Universo DC, com tudo quanto é tipo de personagem, muitos sequer apareceram nos gibis daqui no passado. Para entendê-la na íntegra, você teria que ter lido quase tudo o que já saiu por lá, inclusive com os personagens de quinta categoria. Sério, não estou exagerando. Tem uns que apareceram por ali que eu sequer lembrava a cor. E olha que fui alfabetizado com quadrinhos…

Bem, diante dessa resposta negativa com o que poderia estabelecer uma nova DC Comics, juntamente com o bom momento da rival Marvel Comics e a ascensão dos títulos do Lanterna Verde, a editora, que não é boba nem nada, apostou em um arquiteto que poderia centralizar as coisas, assim como a Marvel fez com Brian Michael Bendis. Dessa forma, seu universo seria mais coeso. Assim, Geoff Johns passou a por a mão em tudo quanto é coisa: no Superman, no Flash, na Legião dos Super-Heróis e até em Smallville

O resultado é o que estamos acompanhando agora nos Estados Unidos e o que também já está rolando aqui no Brasil. Os Lanternas Verdes descobrem que não estão sozinhos no universo e começam a aparecer outras tropas, que exploram diferentes espectros emocionais. São eles: Tropa Sinestro (amarelo – medo), Lanternas Azuis (esperança), Lanternas Vermelhos (raiva), Lanternas Laranjas (cobiça), Tribo Índigo (compaixão) e as Lanternas Violetas (amor). As que causam mais impacto são as Lanternas Negras (morte), que transformam vários personagens em zumbis e trazem alguns da morte.

Essa briga colorida é bem mais legal do que parece e a divisão de facções cria muitas possibilidades, bem mais divertidas que as tribos estúpidas criadas no Big Brother Brasil 10. As ideias de Johns foram tão bem-sucedidas que “Blackest Night”, prevista para rolar inicialmente somente nos títulos dos Lanternas, virou megaevento em todas os núcleos. Apesar de muita lorota e história ruim, afinal de contas as coisas legais tiveram que ser dissolvidas em pelo menos uma dezena de outros ângulos narrativos nas outras revistas, a série vai bem e inspirou muita coisa da bacana animação “Green Lantern: First Flight”, lançada recentemente.

Desde novembro, o título principal de “Blackest Night” domina os números da distribuidora norte-americana Diamond. A série também acumula prêmios, entre elas a de “Favorita do Público” e “Melhor Desenhista”, para nosso Ivan Reis. Tudo isso empolgou ainda mais a Warner Bros., que agora aposta bastante na adaptação do filme de Lanterna Verde, previsto para 2011. E esse sucesso é a razão pela qual a Marvel, irritadiça com a perda das primeiras posições, vem pedindo para os lojistas trocarem capas de revistas rasgadas – de títulos relacionados a “Blackest Night” – por versões raras da nova saga marvete, “Siege”.

Espera-se agora que a DC Comics mantenha a coesão entre os títulos e não abuse dos retcons, já que, depois de “Blackest Night”, muita coisa vai mudar sobre vida e morte dos personagens. Além disso, os fãs apostam que a empresa aproveite melhor seu teto/Warner Bros. para lidar com mais sincronia, também em nível multimídia, na hora de gerar as futuras sagas, como a vindoura “Brightest Day”.

Ah, sim, como não poderia deixar de ser, termino esse longo post com nosso juramento:

In brightest day, in blackest night,
No evil shall escape my sight
Let those who worship evil’s might,
Beware my power… Green Lantern’s light!

Escute > Spoon – Ga Ga Ga Ga Ga

** Leia também minhas matérias de quadrinhos entre os colunistas do www.bonde.com.br/colunistas.
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**** Para saber como anda a treta de rasgação de gibi lá fora, clique aqui.

Tags: blackest night, dc comics, ethan van sciver, geoff johns, green lantern, hal jordan, ivan reis, lanterna verde, nerdice, quadrinhos

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