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October 28 2013

19:01

Um post grande: sadismo artístico (?)

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O nome dela é Katinka Simonse, mas falo sobre ela depois. Antes, vou falar sobre as suas performances artísticas, a saber, matar o próprio gato e usar a pele para produzir uma bolsa pra si; encher o estômago de um cão com tinta e apertar sua barriga até que ele vomite a tinta sobre uma tela….

….expor quase 100 hamsters dentro de bolas de plástico e encher o salão de um museu, enquanto os hamsters circulam pelo recinto; arrastar outro cãozinho de vestido rosa pela guia, até ele morrer – e depois, continuar arrastando; vender 60 pintinhos num museu, usando – como estratégia de marketing – a ameaçadora frase “se vocês não comprarem esses pintinhos, eu jogo eles nessa máquina trituradora aqui ao lado”; publicar um livro com todos os hatemails que recebeu anonimamente, contendo o corpo do e-mail e dados íntimos das pessoas que enviaram, que ela rastreou como uma refinada equipe de hackers; apertar um hamster até seus olhos saltarem pra fora, depois fotografá-lo dentro da gaiola; e por aí vai.

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“O Partido político holandês que defende os direitos animais, chamado Partij Voor de Dieren (Partido pelos Animais), declarou que Simonse é perturbada, obsessiva e tem usado essa forma pervertida de arte como meio de chamar a atenção de modo sensacionalista. Também foi dito pelo Partido que isso é um claro exemplo de que as leis de proteção animal na Holanda são de curto alcance, de modo que solicitaram ao Parlamento que aprove leis mais rígidas e penas mais pesadas para serem aplicadas àqueles que infringirem as leis.” (Blog Animais SOS)

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Como ré, foi absolvida de seus crimes contra os animais. Logo após disso, numa entrevista em que lhe perguntam sobre esse tipo de arte, ela faz a réplica com um forte argumento: “vocês matam animais pra comer, e eu não posso matar pra fazer arte?” Genial.

Genial porque é tudo mentira. Ela é vegetariana e nunca matou os animais que usou. Apesar da organização da exposição dos pintinhos ter comprado os animais pra impedir algum escândalo maior, ela jamais mataria aqueles filhotes.

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Katinka Simonse (a.k.a. Tinkebell) é uma artista holandesa de 34 anos que fez ONGs, representantes da ONU, autoridades holandesas e o resto do mundo acreditar em estórias como quebrar o pescoço do gato deprimido e fazer uma bolsa com ele (depois de esfolar o animal).

Cada exposição dela tem um embasamento crítico à política social e à ética humana de como lidar com situações de maus tratos aos animais. No livro Dear Tinkebell, em que ela mostra os hatemails que recebeu (segundo sua equipe, mais de cem mil), há ameças de esquartejá-la como ela fez com um cachorro, numa escultura chocante – e coisas do tipo. Ela explica que a equipe que investigou essas pessoas, descobriu que elas tem uma vida comum, e que comem carne. É claro que não se pronunciaram quanto à invasão de privacidade, porque ela justificou isso como legítima defesa, uma vez que tinha sido ameaçada.

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Tinkebell simplesmente construiu um reconhecimento artístico sobre a hipocrisia dos outros. Mas foi um percurso difícil. Desde 2004, a maioria dos links que falam a seu respeito, a condenam pela atitude; há inúmeros abaixo assinados de repúdio à sua obra de arte e vários protestos foram feitos durante suas exposições. Também, pudera: só se soube a verdade no ano passado (2012), quando praticamente o mundo todo tinha sido enganado e ela já tinha alguns processos judiciais nas costas. Em 2013, essa notícia ganhou repercussão nas redes sociais, como mais uma história velha que volta a ser atual.

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Katinka e sua equipe não deixaram escapar nada que estragasse a performance, durante esses oito anos. Num discurso sobre, Simonse criticou também o modo como as pessoas acreditam em “histórias” nesta nossa era de informação, a ponto de moverem ações judiciais por uma causa que não checaram a veracidade.
Eu não sou vegetariano, nem pretendo ser. Mas tenho que reconhecer: essa mulher ter ido tão longe e tendo tanta determinação pra aguentar até a ONU, merece atenção para as causas que adotou ao longo da performance. Um brinde à hipocrisia.

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Obs.: os animais que ela usa em suas performances são encontrados mortos na estrada, por um dos integrantes da equipe dela, que trabalha num órgão responsável por retirar os corpos da estrada.

Obs.s.: como o post já ficou enorme, vou deixar alguns links aqui abaixo (são videos bizarros/lindos das obras da Tinkebell).

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TINKEBELL op Art Rotterdam

The making of a popple (cat part)

September 12 2013

14:28

Arte happy-grunge de Lora Zombie

Lora Zombie é uma artista russa que teve sua arte amada pela web. E não é  por menos: existe uma felicidade meio grunge implícita em suas obras, que, junto com personagens marcantes da cultura pop, cativam qualquer um.

Seu sucesso é crescente, e a artista vem ganhando espaços pelas galerias de arte do mundo inteiro.

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Speed Drawing que foi até pinado pelo Staff Pick do Vimeo:

E esse é o seu ateliê:

September 09 2013

23:26

Corpo dilacerado

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O fotógrafo tcheco Michal Macku explora uma técnica fotográfica que permite manipular e desconstruir imagens, como se o corpo retratado estivesse rasgando a si mesmo.

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A técnica utilizada por Macku desde 1989 é denominada “Gellage“, uma mistura de “collage” (colagem) com “gelatin” (gelatina), fazendo referência ao processo que consiste em “transferir a emulsão fotográfica fixada e exposta de seu suporte original de papel. A substância gelatinosa, plástica e transparente torna possível transformar as imagens originais, mudando suas relações e as carregando de novos significados através da transferência.”

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September 06 2013

18:57

Gif Time: vintage surreal

O artista e cineasta experimental Bill Domonkos manipula fotos e filmes antigos para criar gifs surreais.

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August 26 2013

21:42

As histórias de Duane Michals

Faça uma viagem pelo inovador trabalho visual do fotógrafo, poeta, artista, pensador e excêntrica figura da cultura contemporânea: o americano Duane Michals.

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Who Am I?

Nos anos 60, Michals apresentava novos paradigmas da imagem capturada, investigando narrativas a partir de sequências de fotos, aprofundando ainda mais suas histórias visuais aliando imagem e palavra.

Série Things Are Queer, de 1973:

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Nos seus trabalhos, encontramos reflexões sobre questões profundas como identidade, passagem do tempo, realidade e ficção, desejo e sexualidade, assim como discussões sobre a própria fotografia e particularidades da imagem.

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Salvation

Série Madame Schrodinge’s Cat:

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Série The Spirit Leaves The Body:

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“Fotógrafos estão sempre fotografando a embalagem”, afirma Michals. “Mas nunca pensam em abrir a caixa. Bem, estou interessado no conteúdo, uma vez que quando você começa a abrir a caixa, é como uma caixa chinesa, sempre tem outra dentro – então é sem limites.”

The Return of the Prodigal Son, de 1982:

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Grandpa Goes To Heaven:

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Trailer do filme Duane Michals,The Man Who Invented Himself, dirigido por Camille Guichard e sugestão imperdível para conhecer melhor as histórias por trás das narrativas visuais do fotógrafo:

“Nada é o que eu, uma vez pensei que fosse…Você não é quem pensa que é. Você não é nada que possa imaginar. Eu sou um escritor de contos. A maioria dos fotógrafos são repórteres. Eu sou uma laranja – eles são maçãs.”

Dr. Heisenberg Magic Mirror of Uncertainty:

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“Fotógrafos geralmente não fotografam o que não podem ver, o que na verdade é justamente o motivo pelo qual deveriam tentar. Senão ficaremos para sempre fotografando mais rostos e mais cômodos e mais lugares. A fotografia deve transcender a descrição. Deve ir além do descritivo para trazer à tona o sujeito, ou revelar o sujeito, não como ele se parece, mas…como ele se sente?”

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A Story About A Story

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This Photograph Is My Proof

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A Woman Dreaming In The City

Série Chance Meeting:
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Sobre a obra Chance Meeting (Encontro ao acaso), Michals afirma: “Eu amo a ideia de cruzar com alguém na rua e não ter certeza absoluta se você a conhece ou não. Existe um momento de reconhecimento entre duas pessoas que passam por uma a outra e depois que se ultrapassam, elas se viram e se conectam…mas nesse caso, a conexão acontece tarde demais.”.

O fotógrafo recorda o momento que inspirou essa narrativa visual: “Eu estava andando na Broadway e eu cruzei com um cara e eu pensei ‘Eu conheço ele?’. Havia andado mais um quarteirão e então eu percebi, acho que estive no Exército com ele. Eu me virei, mas ele não estava mais lá. Eu baseio tudo nesse tipo de observação.”

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AGORA TORNANDO-SE ENTÃO – Quando eu digo “Isso é agora”, ele torna-se então. Não existe o agora. Ele aparece para nós como um momento, mas o momento em si é uma ilusão. Ele é e também não é e essa ilusão é uma série de “o-que-será” e de “o-que-já-foi”, que juntos parecem ser um evento. É uma construção, uma invenção de nossa mente. Sua familiaridade o torna invisível. Nossa vidas são sonhos reais que foram apenas um momento, ao mesmo tempo, agora.

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O HOMEM AZARADO - O homem azarado não podia tocar aquele que amava. Havia sido declarado ilegal pela lei. Vagarosamente, seus dedos da mão tornaram-se dedos do pé e suas mãos gradativamente tornaram-se pés. Ele começou a usar sapatos em suas mãos para disfarçar sua dor. Nunca ocorreu para ele quebrar a lei.

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The Most Beautiful Part Of A Man

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The Most Beautiful Part Of A Woman

It is no accident

The Bogeyman, de 1973:

“As pessoas normalmente me perguntam por que eu fui a pessoa que entrou na fotografia e a modificou não ao reproduzir a realidade como encontrada nas ruas, mas adentrando um novo tipo de realidade.”, conta o fotógrafo. “Quando eu entrei na cena da fotografia no começo dos anos 60, ser um fotógrafo significava que você poderia ser Ansel Adams ou Garry Winogrand ou Robert Frank ou (Henri-Cartier)Bresson, mas toda a minha fixação mental, o modo como eu via a vida era realmente diferente de observar a vida.”

a failed attempt to photograph reality
A Failed Attempt To Photograph Reality
“How foolish of me to believe that it would be that easy.
I had confused the appearances of trees and automobiles,
and people with reality itself, and believed that
a photograph of these appearances to be a photograph
of it. It is a melancholy truth that I will
never able able to photograph it and can only fail.
I am a reflection photographing other reflections
within a reflection. To photograph reality
is to photograph nothing.”

Para Michals, esse modo diferente de ver a vida funcionava como um combustível insaciável para a curiosidade, que não era limitada a pessoas, lugares ou objetos, mas muito mais abrangente – refletindo sobre a natureza da própria existência.

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Alice’s Mirror – 1974

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The Illuminated Man

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Primavera

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The Human Condition

Michals fotografou outros artistas famosos, como René Magritte:

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Duane Michals - Magritte

Andy Warhol:

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Claes Oldenburg:

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Willem de Kooning:

Willem de Kooning

Joseph Cornell:

Joseph Cornell

Auto-retrato de Duane Michals, como diabo:
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August 19 2013

20:00

Esvaziando gestos

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A artista americana Heather Hansen utiliza o próprio corpo para criar desenhos de grande escala.

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Hansen controla os movimentos de seu corpo ao procurar uma simetria, em uma experiência de um desenho cinético: “Eu busco uma maneira de transmitir o movimento diretamente para o papel, esvaziando gestos de uma forma para a outra e criando algo novo no processo.”

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Confira o curto time-lapse abaixo que mostra o corpo como instrumento de desenho:

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06:15

De traço em traço

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Conheça os desenhos “morfogênicos” à mão livre do artista alemão John Franzen.

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No projeto chamado One Line One Breath, a textura do desenho vai surgindo a partir do gesto do artista: enquanto Franzen vai traçando linha após linha em uma sequência, as pequenas curvas de uma linha são amplificadas pelo próximo traço que segue, e assim continuamente.

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Each line one breath by John Franzen No 15

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Confira no vídeo abaixo o cuidado a cada risco do alemão:

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August 12 2013

19:45

Caleidoscópio reflexivo

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Conheça as instalações de padrões fractais precisamente construídas pela artista holandesa Suzan Drummen.

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As obras são criadas a partir de composições de materiais reflexivos, como espelhos, cristais, metais cromados, vidros e pedras preciosas, cuidadosamente dispostos à mão pela artista para formar os padrões coloridos.

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19:14

Sujo e fabuloso

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Conhecido como The Dirty Fabulous, artista de Oklahoma apresenta ilustrações complexas em tinta acrílica e outras mídias em papel.

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Segundo o próprio artista: “As imagens que eu crio são influenciadas por diversas fontes, como Hieronymus Bosch, xilogravuras japonesas, romances pulp, pin ups, cartas de tarô, cartazes psicodélicos e fotografias vintage. Cenários de edifícios dilapidados, ferros-velhos e detritos estão junto de imagens associadas a religião folk, perda pessoal, decomposição e a profusão de cultura de consumo.”

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“Dentes, ossos, unhas, mechas de cabelo, garrafas de elixir e lâminas populam os tableaux desenhados que servem como comentário visual em diversos assuntos.”, finaliza The Dirty Fabulous.

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August 07 2013

19:17

Imagem que salta aos olhos

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Não, isso não é uma foto. Conheça as pinturas a óleo hiperrealistas do artista mexicano Juan Carlos Manjarrez.

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Nascido na cidade de Guadalajara em 1970, Manjarrez estudou arquitetura e surpreendentemente aprendeu a pintar sozinho. Como pintor autodidata, teve sua primeira exposição no Centro Cultural La Escalera, na sua cidade natal.

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O artista geralmente apresenta pinturas em preto-e-branco, demonstrando extrema habilidade em destacar contrastes e um alto detalhamento.

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August 02 2013

18:24

Locomotiva têxtil

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O mais novo trabalho de Olek: um trem totalmente revestido de crochê.

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Já mostramos o playground de crochê que a artista polonesa residente em NY desenvolveu no ano passado, especialmente para a Mostra SESC de Artes em São Paulo.

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Agora, Olek apresenta a maior obra já feita por ela, uma locomotiva de quatro cabines em Lodz, Polônia. Com a ajuda de assistentes, a artista demorou quatro dias para completar a intervenção.

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18:00

Surrealismo anatômico

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O artista italiano Valerio Carrubba investiga o corpo em suas pinturas aflitivamente desconcertantes.

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As imagens de Carrubba são inquietas, causando certa estranheza pela precisão anatômica e estética inspirada no surrealismo.

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July 29 2013

21:20

O beijo sem fim

“O beijo é um beijo que não acaba nunca, enquanto o casal flutua ao som da rabeca. É um balé, é interativo, os movimentos da dança vêm através do mouse/toque.”. Conheça o trabalho incrivelmente sensível de Thany Sanches e Alexandre Paschoalini.

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O casal, que faz parte do coletivo cuco , apresenta o projeto O Beijo, onde você é convidado a coreografar a dança de um beijo infinito. A experiência se dá ao som de “Lívia“, música de Marcelo Camelo, interpretada na rabeca por Thomas Rohrer.

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Em entrevista ao site Don’t Touch My Moleskine, Alexandre explica como surgiu o trabalho:

“Eu e minha mulher estávamos no parque e foi durante um longo beijo que a ideia surgiu. Logo depois de desgrudar, disse a ela: tive uma ideia. Na hora já começamos a conversar sobre como seria. A Thany desenhou parte por parte em papel vegetal (cada personagem tem 1,50 m) e fotografamos individualmente também antes de tratar, encaixar no Photoshop e entregrar pro Lucas, que fez a programação.

Acho que, além de criar um beijo nosso que não terminasse nunca, queríamos fazer um projeto simples que fosse o mais próximo de uma dança. Daí logo veio a ideia de chamar o Marcelo Camelo pra fazer a trilha, já que tudo apontava para um quase clipe. O Marcelo foi super sensível e vasculhou todo seu repertório, encontrando essa versão que tinha guardada de uma música sua.

A combinação do resultado foi um projeto que muita gente gostou de interagir. Ainda hoje eu me pego entrando no site de vez em quando pra dançar com o gosto daquele nosso beijo no parque.”

Para experimentar o doce beijo sem fim, clique aqui.

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Linha holandesa

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Desenhos da ilustradora e designer gráfica Milou Maass.

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Nascida em Roterdã, Maass apresenta trabalhos comerciais e pessoais que apareceram em diversas publicações da Holanda, e recentemente participou de uma exposição coletiva na PUP Gallery, na cidade de Amsterdã.

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July 27 2013

00:16

Linha selvagem

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Os ilustradores franceses Alex and Marine se consideram “tatuadores de paredes”. Conheça os trabalhos gráficos da dupla que envolvem animais selvagens em traços geometricamente detalhados.

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Os dois produzem murais de grande escala com inspiração na cultura de tatuagem, quadrinhos e rock.

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No vídeo abaixo, o making-of de um mural com efeito 3D:

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July 26 2013

21:41

Arquitetura impossível de Léon Ferrari

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Uma singela homenagem a um dos maiores nomes da arte contemporânea, que morreu ontem (25.07.2013), aos 92 anos, em Buenos Aires.

Ferrari apresenta produção em diversas mídias, consolidada nas décadas de 60 e 70, e era conhecido por sua postura crítica aos abusos políticos e religiosos da sociedade, principalmente contra a ditadura de seu país de origem, Argentina. Um de seus trabalhos icônicos é a obra “La civilización occidental y cristiana”, de 1965.

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“La civilización occidental y cristiana”

Ferrari foi membro do coletivo Tucumán Arde, um dos grupos mais importantes de arte e questionamento político da América Latina. Segundo o artista, “Tucumán Arde usava a arte para fazer política. Muitos artistas conceituais e alguns exemplos de arte política contemporânea usavam a política como tema para fazer arte.” Seu envolvimento político o acabou afastando de seu país, sendo que em 1976 se exilou em São Paulo.

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Nesse período, Ferrari teve contato com diversos artistas da época, como Regina Silveira, Julio Plaza, Alex Flemming e Paulo Bruscky, e apresentou um experimentalismo de técnicas, quando realizou a famosa série de heliografias.

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A primeira vez que vi as obras dessa série foi em uma das exposições temporárias do Inhotim, e recordo a minha surpresa com a escala do trabalho e com a impossibilidade daquelas linhas. Me perdi por muito tempo nos labirintos e situações absurdas criadas por aqueles módulos de representação que, pessoalmente, por cursar arquitetura, já estava cansada de observar racionalmente em projetos da faculdade. Confesso que esse trabalho tem uma importância pra mim, foi como um sopro inexplicável de renovação…um olhar, antes vazio, que agora se percebia inquieto frente àquelas construções sem lógica. Foi como libertar a triste visão engessada em uma deliciosa jornada sem sentido.

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Nas palavras do próprio artista, era a “arquitetura da loucura”. E foi essa a loucura que me cativou.

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A crítica e curadora Aracy Amaral escreve sobre a série:

“A aproximação de Ferrari da máquina, para fins reprodutivos ou como fonte de inspiração para suas criações em sua estadia em São Paulo, deu-se, portanto, tanto nas reproduções de sua obra gráfica com fotocópias como na utilização de novos meios como a heliografia como suporte para suas composições. Estas foram concebidas por outro meio mecânico de incorporação de ‘sinais gráficos’: o da figura, ausente de seus trabalhos, mas que comparece a partir da apropriação do vocabulário de letraset. Ou seja: é a mão do artista que projeta a composição, a partir de elementos modulares do letraset. Elementos básicos para projetos arquitetônicos – onde aparecem como inodoros, neutros, despersonalizados –, esses módulos adquirem um caráter peculiar nas mãos de Ferrari, que infunde vida, senso de humor, em ironia fina a seus babilônicos interiores ou às visões impressionantes das multidões de carros em passagens de nível, rodovias, anéis rodoviários, movido evidentemente pela visão urbana caótica, ao mesmo tempo que excitante e fervilhante, de um grande centro urbano como São Paulo. Nesse fazer manipulando elementos “pré-fabricados” percebia-se que León Ferrari se comprazia na descoberta de um novo meio.”

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| fontes

July 25 2013

20:24

Traço marcado

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Conheça o trabalho absurdo do mexicano Irving Herrera em xilogravura.

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O gravurista da região de Oaxaca esteve presente em São Paulo nesse ano para a 3ª edição do SP Estampa, ocorrido no mês de abril, onde apresentou sua produção e promoveu workshops de xilogravura. O artista é co-fundador de diversos ateliês coletivos na região artística mexicana, como os ateliês Asro (2006), Zapata Space (2008) e Gabinete Grafico (2011).

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Algumas de suas xilos incríveis podem ser vistas de perto na galeria Gravura Brasileira, que fica na Rua Dr. Franco da Rocha, 61, no bairro de Perdizes, em São Paulo.

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Herrera não é apenas gravurista, apresentando obras também de pintura em acrílico e carvão sobre tela, que merecem tanta atenção quanto às suas xilos.

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“Através da história, a arte esteve envolvida não somente no tempo e contexto de uma época, mas também se envolveu diretamente com os sentidos do ser humano, pois é o ser humano o principal objeto e testemunha artística de todos os tempos, não pode não comunicar-se. O que é a arte? Talvez a resposta não tenha nada que ver com a lógica, nem com a razão, talvez a arte sempre tenha estado ligada aos homens desde o princípio, talvez a arte seja o próprio homem até o seu fim.”, escreve o artista.

| dica da Rayssa Oliveira

July 24 2013

18:43

Colagem anatômica

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O corpo revirado em uma estética vintage. A mente expandida por traços calculadamente botânicos. Conheça o trabalho do artista Diego Max, com quem batemos um papo exclusivo.

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IdeaFixaComo e quando começou a explorar a colagem? De onde surgiu esse interesse?

Diego Max: Lembro uma vez que minha mãe tinha umas enciclopédias em casa, tinha uma imagem de jonas na baleia, aquela estética retro, meio traço daqueles desenhos dos testemunhas de jeová. Eu adoro essa estética, acho que é a primeira lembrança que tenho e o porque gosto tanto de imagens dessa época. Comecei desde pequeno desenhando, sempre me interessei muito por quadrinhos. Com o tempo, um pouco mais velho, comecei a ir em shows de hardcore/punk e conheci o universo independente, a cultura “faça você mesmo”. Como eram feitos os encartes dos cds das bandas, os fanzines, os cartazes, a forma que eram criados e o resultado final me impressionou. Como não havia Google, Photoshop, eram feitos todos de forma manual, na mão mesmo, e as artes eram todas coladas e depois xerocadas para reprodução final. Comecei a explorar a colagem em alguns fanzines que comecei a fazer, depois tentava criar algum conceito, ou alguma composição e passar para o papel, de forma amadora, mas genuína.

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IF: Quais são suas inspirações, dentro e fora do mundo da arte?

DM: Inspiração mesmo é a vontade de fazer, por amor a arte. Nunca antes de começar algum trabalho penso: “vou fazer pra ficar famoso, ou ganhar muito dinheiro com isso”… é meio ridículo, e se for pra ter essa inspiração nem começo. Pra mim arte é terapêutico, fico em outros universos paralelos quando estou fazendo, me sinto bem, é algo quase transcendental. As referências são muitas, mas não vou esconder que meu maior sonho é ter algo elogiado pelos mestres Eduardo Recife e Julien Pacaud, que são nomes que me influenciam até hoje. Gosto muito de coisas mais experimentais de colagistas como Fred Free, dos dadaístas, da escola mais antiga de colagem como o Raoul Hausmann entre outros nomes.

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IF: Qual técnica você usa? Manipulação digital, analógica ou as duas?

DM: Ultimamente tenho utilizado basicamente técnicas digitais, manipulando imagens no computador. O photoshop tem sido meu companheiro, é um estudo diário, nunca fiz curso, foi meio que na raça mesmo, sempre perguntando para meu irmão mais velho e alguns amigos como faz isso, como faz aquilo, depois descobrindo por conta própria e tentando deixar com uma estética própria, criando um traço, uma identidade. Tenho uma série completa que foi pensada como um livro, com a intenção de construir uma narrativa imagética. Se chama “Viagem a ix“, feita só com recortes de enciclopédias antigas, coladas todas em contra capas de livros envelhecidos. São analógicas, não posso perder isso, é algo que me faz falta, e eu adoro fazer, pegar a tesoura, cola, e ir compondo no papel.

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O artista em frente ao trabalho ‘viagem a ix’ (folhas menores)

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IF: E como funciona esse processo? Você já tem uma imagem final na cabeça e vai buscando os elementos ou vai das partes para o todo?

DM: Eu gosto de ir nas minhas pastas de imagens e escolher uma foto pra começar, algumas vezes eu até tenho uma imagem final na cabeça, mas nunca fica igual, o que é interessante. Começo buscando elementos relacionados ou não com a ideia de composição ou conceito pra criação da obra. Muitas vezes é feito no freestyle e vai criando forma, quando vejo está completa e eu paro pra não estragar. Gosto de começar de forma livre, assim fico mais a vontade, vou tendo ideias no decorrer do processo, algumas vezes a obra fala comigo e vou fazendo combinações que complementam e chego ao todo.

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IF: Alguns trabalhos mostram elementos de anatomia, uma exploração do corpo…você poderia comentar um pouco sobre isso?

DM: Adoro anatomia, é algo mais de conhecimento do próprio corpo, a estética interna me agrada mais no ser humano do que por fora. Minha mãe sempre trabalhou de empregada doméstica na casa de médicos, minha irmã também estudou enfermagem e sempre tinham alguns livros em casa. Até hoje tem alguns antigos que já recortei pra usar em composições, acho que veio daí o gosto mesmo pela anatomia. O fato de alterar o corpo humano principalmente a cabeça, o cérebro, pro artista é quase como ser um deus, mas quem me dera. Muita gente já me questionou ou notou a anatomia nos meus trabalhos, filosofam sobre, mas na maioria das vezes prefiro me concentrar na estética e no conceito da obra do que ficar buscando significados ocultos. Tem outros elementos que gosto de pesquisar também, botânica, fotos antigas entre 1800, 1900 até próximo de 1960. Não sei se meu trabalho tem classificação, brinco dizendo que é “retro bonitanical anatomy matematic mechanic” – uma junção de elementos que me agradam.

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IF: Você já apresentou essa produção em alguma exposição ou algo do gênero?

DM: Fiz algumas exposições pelo interior onde morei, e aqui em São Paulo já organizei junto com minha mulher, Thais Lopes, que tem seu trabalho mais voltado para fotografia. Queria poder organizar mais vezes ou ser convidado para expor em outros lugares. Acho interessante a exposição por ouvir opiniões de diferentes pessoas, sinceras ou não, especialistas, críticos, amigos, ou apenas espectadores que dão sua opinião de forma mais genuína possível, sem aquela coisa engessada de quem conhece arte pela forma acadêmica. Ouvir opiniões de pessoas que dizem o que realmente sentiram ao se deparar com as obras é uma das coisas mais legais para o artista.

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IF: E seus trabalhos são mais projetos pessoais ou também tem um fim comercial?

DM: São pessoais, mas preciso pagar as contas, meu trabalho como freelancer começou a deslanchar nos cartazes que fazia para minhas bandas, ou bandas de amigos, festas etc. Começaram a me procurar perguntando preços, quanto eu cobrava para fazer um flyer. Não sou muito bom com negociações, mas tive que aprender a ter um lado mais profissional nessa área. Fora isso ando vendendo algumas obras esporadicamente, algumas pessoas acham caras, outras elogiam e querem comprar, mas estou esperando um pouco pra vendê-las conforme penso, eu e a Thais estamos terminando de organizar nosso projeto “andar 7 meio“, uma loja virtual independente onde disponibilizaremos alguns de nossos trabalhos para venda. Mas por enquanto é só entrar em contato comigo e conversamos.

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“Muito obrigado pela entrevista, fico feliz pelo papo e pelo interesse no que eu faço. E pra quem leu até aqui: nunca se esqueça, faça você mesmo!”

June 20 2013

16:21

Construindo o espaço negativo

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Usando materiais simples como plástico e cola quente, o artista japonês Yasuaki Oishi esculpe espaços negativos.

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Seu processo, assim como os materiais utilizados, se baseia em uma construção descomplicada: o pingar do líquido aderente na forma da superfície de plástico.

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Confira o vídeo em que Oishi demonstra sua técnica e a montagem das obras:

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May 23 2013

20:24

Novos trabalhos do escultor hiperrealista Ron Mueck

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Conheça três novas esculturas hiperrealistas do notório artista Ron Mueck.

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Os trabalhos de Mueck (de quem lembramos um pouquinho aqui) são conhecidos por provocarem quem os observa, umas vez que geralmente sua produção se baseia em figuras incrivelmente realistas e detalhadas em escala agigantada ou miniatura.

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Mês passado o artista revelou três novas obras na Fondation Cartier, em Paris, como parte de sua mostra que ocorrerá em Setembro.

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No vídeo abaixo você pode conferir melhor o impacto criado pelas escalas e detalhes das esculturas:

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