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July 26 2013

21:41

Arquitetura impossível de Léon Ferrari

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Uma singela homenagem a um dos maiores nomes da arte contemporânea, que morreu ontem (25.07.2013), aos 92 anos, em Buenos Aires.

Ferrari apresenta produção em diversas mídias, consolidada nas décadas de 60 e 70, e era conhecido por sua postura crítica aos abusos políticos e religiosos da sociedade, principalmente contra a ditadura de seu país de origem, Argentina. Um de seus trabalhos icônicos é a obra “La civilización occidental y cristiana”, de 1965.

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“La civilización occidental y cristiana”

Ferrari foi membro do coletivo Tucumán Arde, um dos grupos mais importantes de arte e questionamento político da América Latina. Segundo o artista, “Tucumán Arde usava a arte para fazer política. Muitos artistas conceituais e alguns exemplos de arte política contemporânea usavam a política como tema para fazer arte.” Seu envolvimento político o acabou afastando de seu país, sendo que em 1976 se exilou em São Paulo.

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Nesse período, Ferrari teve contato com diversos artistas da época, como Regina Silveira, Julio Plaza, Alex Flemming e Paulo Bruscky, e apresentou um experimentalismo de técnicas, quando realizou a famosa série de heliografias.

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A primeira vez que vi as obras dessa série foi em uma das exposições temporárias do Inhotim, e recordo a minha surpresa com a escala do trabalho e com a impossibilidade daquelas linhas. Me perdi por muito tempo nos labirintos e situações absurdas criadas por aqueles módulos de representação que, pessoalmente, por cursar arquitetura, já estava cansada de observar racionalmente em projetos da faculdade. Confesso que esse trabalho tem uma importância pra mim, foi como um sopro inexplicável de renovação…um olhar, antes vazio, que agora se percebia inquieto frente àquelas construções sem lógica. Foi como libertar a triste visão engessada em uma deliciosa jornada sem sentido.

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Nas palavras do próprio artista, era a “arquitetura da loucura”. E foi essa a loucura que me cativou.

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A crítica e curadora Aracy Amaral escreve sobre a série:

“A aproximação de Ferrari da máquina, para fins reprodutivos ou como fonte de inspiração para suas criações em sua estadia em São Paulo, deu-se, portanto, tanto nas reproduções de sua obra gráfica com fotocópias como na utilização de novos meios como a heliografia como suporte para suas composições. Estas foram concebidas por outro meio mecânico de incorporação de ‘sinais gráficos’: o da figura, ausente de seus trabalhos, mas que comparece a partir da apropriação do vocabulário de letraset. Ou seja: é a mão do artista que projeta a composição, a partir de elementos modulares do letraset. Elementos básicos para projetos arquitetônicos – onde aparecem como inodoros, neutros, despersonalizados –, esses módulos adquirem um caráter peculiar nas mãos de Ferrari, que infunde vida, senso de humor, em ironia fina a seus babilônicos interiores ou às visões impressionantes das multidões de carros em passagens de nível, rodovias, anéis rodoviários, movido evidentemente pela visão urbana caótica, ao mesmo tempo que excitante e fervilhante, de um grande centro urbano como São Paulo. Nesse fazer manipulando elementos “pré-fabricados” percebia-se que León Ferrari se comprazia na descoberta de um novo meio.”

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July 24 2013

18:43

Colagem anatômica

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O corpo revirado em uma estética vintage. A mente expandida por traços calculadamente botânicos. Conheça o trabalho do artista Diego Max, com quem batemos um papo exclusivo.

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IdeaFixaComo e quando começou a explorar a colagem? De onde surgiu esse interesse?

Diego Max: Lembro uma vez que minha mãe tinha umas enciclopédias em casa, tinha uma imagem de jonas na baleia, aquela estética retro, meio traço daqueles desenhos dos testemunhas de jeová. Eu adoro essa estética, acho que é a primeira lembrança que tenho e o porque gosto tanto de imagens dessa época. Comecei desde pequeno desenhando, sempre me interessei muito por quadrinhos. Com o tempo, um pouco mais velho, comecei a ir em shows de hardcore/punk e conheci o universo independente, a cultura “faça você mesmo”. Como eram feitos os encartes dos cds das bandas, os fanzines, os cartazes, a forma que eram criados e o resultado final me impressionou. Como não havia Google, Photoshop, eram feitos todos de forma manual, na mão mesmo, e as artes eram todas coladas e depois xerocadas para reprodução final. Comecei a explorar a colagem em alguns fanzines que comecei a fazer, depois tentava criar algum conceito, ou alguma composição e passar para o papel, de forma amadora, mas genuína.

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IF: Quais são suas inspirações, dentro e fora do mundo da arte?

DM: Inspiração mesmo é a vontade de fazer, por amor a arte. Nunca antes de começar algum trabalho penso: “vou fazer pra ficar famoso, ou ganhar muito dinheiro com isso”… é meio ridículo, e se for pra ter essa inspiração nem começo. Pra mim arte é terapêutico, fico em outros universos paralelos quando estou fazendo, me sinto bem, é algo quase transcendental. As referências são muitas, mas não vou esconder que meu maior sonho é ter algo elogiado pelos mestres Eduardo Recife e Julien Pacaud, que são nomes que me influenciam até hoje. Gosto muito de coisas mais experimentais de colagistas como Fred Free, dos dadaístas, da escola mais antiga de colagem como o Raoul Hausmann entre outros nomes.

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IF: Qual técnica você usa? Manipulação digital, analógica ou as duas?

DM: Ultimamente tenho utilizado basicamente técnicas digitais, manipulando imagens no computador. O photoshop tem sido meu companheiro, é um estudo diário, nunca fiz curso, foi meio que na raça mesmo, sempre perguntando para meu irmão mais velho e alguns amigos como faz isso, como faz aquilo, depois descobrindo por conta própria e tentando deixar com uma estética própria, criando um traço, uma identidade. Tenho uma série completa que foi pensada como um livro, com a intenção de construir uma narrativa imagética. Se chama “Viagem a ix“, feita só com recortes de enciclopédias antigas, coladas todas em contra capas de livros envelhecidos. São analógicas, não posso perder isso, é algo que me faz falta, e eu adoro fazer, pegar a tesoura, cola, e ir compondo no papel.

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O artista em frente ao trabalho ‘viagem a ix’ (folhas menores)

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IF: E como funciona esse processo? Você já tem uma imagem final na cabeça e vai buscando os elementos ou vai das partes para o todo?

DM: Eu gosto de ir nas minhas pastas de imagens e escolher uma foto pra começar, algumas vezes eu até tenho uma imagem final na cabeça, mas nunca fica igual, o que é interessante. Começo buscando elementos relacionados ou não com a ideia de composição ou conceito pra criação da obra. Muitas vezes é feito no freestyle e vai criando forma, quando vejo está completa e eu paro pra não estragar. Gosto de começar de forma livre, assim fico mais a vontade, vou tendo ideias no decorrer do processo, algumas vezes a obra fala comigo e vou fazendo combinações que complementam e chego ao todo.

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IF: Alguns trabalhos mostram elementos de anatomia, uma exploração do corpo…você poderia comentar um pouco sobre isso?

DM: Adoro anatomia, é algo mais de conhecimento do próprio corpo, a estética interna me agrada mais no ser humano do que por fora. Minha mãe sempre trabalhou de empregada doméstica na casa de médicos, minha irmã também estudou enfermagem e sempre tinham alguns livros em casa. Até hoje tem alguns antigos que já recortei pra usar em composições, acho que veio daí o gosto mesmo pela anatomia. O fato de alterar o corpo humano principalmente a cabeça, o cérebro, pro artista é quase como ser um deus, mas quem me dera. Muita gente já me questionou ou notou a anatomia nos meus trabalhos, filosofam sobre, mas na maioria das vezes prefiro me concentrar na estética e no conceito da obra do que ficar buscando significados ocultos. Tem outros elementos que gosto de pesquisar também, botânica, fotos antigas entre 1800, 1900 até próximo de 1960. Não sei se meu trabalho tem classificação, brinco dizendo que é “retro bonitanical anatomy matematic mechanic” – uma junção de elementos que me agradam.

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IF: Você já apresentou essa produção em alguma exposição ou algo do gênero?

DM: Fiz algumas exposições pelo interior onde morei, e aqui em São Paulo já organizei junto com minha mulher, Thais Lopes, que tem seu trabalho mais voltado para fotografia. Queria poder organizar mais vezes ou ser convidado para expor em outros lugares. Acho interessante a exposição por ouvir opiniões de diferentes pessoas, sinceras ou não, especialistas, críticos, amigos, ou apenas espectadores que dão sua opinião de forma mais genuína possível, sem aquela coisa engessada de quem conhece arte pela forma acadêmica. Ouvir opiniões de pessoas que dizem o que realmente sentiram ao se deparar com as obras é uma das coisas mais legais para o artista.

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IF: E seus trabalhos são mais projetos pessoais ou também tem um fim comercial?

DM: São pessoais, mas preciso pagar as contas, meu trabalho como freelancer começou a deslanchar nos cartazes que fazia para minhas bandas, ou bandas de amigos, festas etc. Começaram a me procurar perguntando preços, quanto eu cobrava para fazer um flyer. Não sou muito bom com negociações, mas tive que aprender a ter um lado mais profissional nessa área. Fora isso ando vendendo algumas obras esporadicamente, algumas pessoas acham caras, outras elogiam e querem comprar, mas estou esperando um pouco pra vendê-las conforme penso, eu e a Thais estamos terminando de organizar nosso projeto “andar 7 meio“, uma loja virtual independente onde disponibilizaremos alguns de nossos trabalhos para venda. Mas por enquanto é só entrar em contato comigo e conversamos.

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“Muito obrigado pela entrevista, fico feliz pelo papo e pelo interesse no que eu faço. E pra quem leu até aqui: nunca se esqueça, faça você mesmo!”

July 18 2013

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Ponto no escuro

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Os desenhos meticulosamente construídos pela coreana Kim Sin Hye, a.k.a. SSIN.

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Confira no vídeo a artista em ação:

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16:31

LEDs infinitos

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O artista alemão Hans Kotter investiga a dimensão da luz na série de obras de LEDs e espelhos.

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A ilusão de um vortex de luz sem fim presente em suas peças depende do ponto de vista do observador, sendo que as diferentes cores são duplicadas infinitamente pelo espelho de fundo.

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Kotter conta ao Creators Project que “nenhum outro elemento influenciou tanto o nosso planeta quanto a luz. A luz me encantou por causa das suas infinitas variações e esse aspecto me inspirou a investigar a composição e os contextos físicos, a percepção das cores e sua cultura histórica.”

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“As experiências e as descobertas que derivam de minhas investigações são canalizadas em minhas criações.”, finaliza o artista.

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Confira no vídeo abaixo o efeito ilusório de sua obra:

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July 05 2013

20:43

Arte faça você mesmo

Conheça o interessante projeto DO IT, desenvolvido pelo curador Hans Ulrich Obrist e os artistas Christian Boltanski e Bertrand Lavier em 1993 e em constante produção até hoje, no qual diversos artistas elaboram um manual de instruções para passar suas obras adiante.

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A ideia é a de incentivar artistas a elaborarem diretrizes específicas, e as vezes peculiares, para a composição de um trabalho artístico. Qualquer pessoa pode colocar em prática, é só visitar o site do projeto e procurar uma obra que lhe interesse. Ainda mais, caso você siga as instruções e produza a obra, o DO IT pede que mande uma foto e seus dados para que adicione nas contribuições do projeto.

A compilação de 20 anos de desenvolvimento dessa experiência foi lançado em livro, e você pode encontrar aqui.

Confira abaixo alguns dos artistas envolvidos e suas obras-diretrizes:

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Marina Abramovic

“Spirit Cooking”

Take Uncut 13 Leaves Of Green Cabbage
With 13,000 Grammes Of Jealousy
Steam For Long Time In Deep Iron Pot
Till All Water Evaporates
Eat It Just Before Attack

(Pegue 13 Folhas Não Cortadas De Couve Verde
Com 13,000 Gramas De Inveja
Cozinhe Por Um Longo Tempo Em Panela Profunda De Ferro
Até Que Toda Água Evapore
Comer Logo Antes Do Ataque)

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Stephen Kaltenbach

“Untitled”

Start a rumor.

(Comece um boato.)

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Mike Kelley

“Untitled (Voices): Digital Version”

Mini-disk recorder, exterior microphone with on/off switch.
Record in a place with a colorful or weird history. Start recording; announce location of recording site and reason for its choice. Turn off microphone, raise recording volume to maximum setting. Record for at least ¸ hour.
Send disc to Kelley Studios at 7019 Figueroa Street, Los Angeles, California, 90042, preferably with photo of location.

(Gravador Mini-disk, microfone externo com botão de liga/desliga.
Gravar em local com história colorida ou estranha. Começe a gravar; anuncie o local da gravação e o motivo dessa escolha. Desligue o microfone,
aumente o volume da gravação para o máximo. Grave por ao menos uma hora.
Mande o disco para Kelley Studios na 7019 Figueroa Street, Los Angeles, California, 90042, de preferência com uma foto do local.)

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Michelangelo Pistoletto

“Sculpture for Strolling”

After reading the daily newspaper, immerse it in water then form a small sphere by compressing the wet newspaper with one’s hands. Enlarge the sphere by adding new daily newspapers soaked in water. Continue this procedure until the sphere is a meter in diameter. When well dried out, roll the newspaper sphere outside in the streets and the squares as a “sculpture for strolling.”

(Depois de ler o jornal do dia, imergir o mesmo em água e formar uma esfera ao comprimir o jornal molhado com as mãos. Aumente a esfera adicionando novos jornais diários molhados de água. Continue esse procedimento até que a esfera tenha um metro de diâmetro. Quando bem seca, role a esfera de jornal do lado de fora nas ruas e quarteirões como uma “escultura para passear”.)

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Paul McCarthy

“Untitled”

Spend the summer digging a continuous narrow trench.

(Passe o verão cavando uma trincheira estreita contínua.)

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Gilbert & George

“Ten Commandments for Gilbert and George”

Thou shalt fight conformism
Thou shalt be the messenger of freedoms
Thou shalt make use of sex
Thou shalt reinvent life
Thou shalt create artificial art
Thou shalt have a sense of purpose
Thou shalt not know exactly what thou dost, but thou shalt do it
Thou shalt give thy love
Thou shalt grab the soul
Thou shalt give something back

(Dez Mandamentos para Gilbert and George

Tu deves lutar o conformismo
Tu deves ser o mensageiro das liberdades
Tu deves fazer uso do sexo
Tu deves reinventar a vida
Tu deves criar arte artificial
Tu deves ter um sentido de propósito
Tu deves não saber exatamente o que tu fazes, mas tu deves fazê-lo
Tu deves dar seu amor
Tu deves agarrar a alma
Tu deves dar algo em retorno)

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Simryn Gill

“Somewhere Between”

Approach a stranger who you perceive to be somehow different to yourself. The difference between yourself and this person could be of any nature, for instance – age, class, lifestyle, politics, skin color, religion etc etc. However, the category or categories of difference that you chose, should be one(s) that deeply inform your own life. Ask someone to take a photograph of yourself with this person. Send in the photo stating the date and the place.

(Aborde um estranho que você percebe como diferente de você, de alguma forma. A diferença entre você mesmo e essa pessoa pode ser de qualquer natureza, por exemplo – idade, classe, estilo de vida, política, cor, religião, etc etc. No entanto, a categoria ou as categorias de diferença que você escolher devem ser as que profundamente informam sua própria vida. Peça que alguem tire uma fotografia de você com essa pessoa. Envie a foto dizendo a data e o local.)

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Louise Bourgeois

“Untitled”

When you are walking, stop and smile at a stranger.

(Quando estiver andando, pare e sorria para um estranho.)

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John Baldessari

“How To Kill A Bug”

Equipment:
2 wooden planks, 1″ x 4″ x 18,” labeled A and B.

1. Place bug on end of wooden plank A.
2. Strike area where bug is located on plank A with plank B.
3. Remove remains of bug from both planks and repeat with successive bugs as necessary.

(Equipamento:
2 tábuas de madeira, 1 polegada x 4 polegadas x 18 polegadas, legendadas A e B.

1. Colocar o inseto no final da tábua A.
2. Golpeie a área onde o inseto está localizado na tábua A com a tábua B.
3. Remova os restos do inseto de ambas as tábuas e repita com os insetos sucessivos quanto necessário.)

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Yoko Ono

“Wish Piece”

Make a wish.
Write it down on a piece of paper.
Fold it and tie it around a branch of a Wish Tree.
Ask your friends to do the same.
Keep wishing
Until the branches are covered with wishes.

(Faça um desejo.
Escreva-o em um pedaço de papel.
Dobre-o e amarre-o em um galho de uma Árvore dos Desejos.
Peça a um amigo que faça o mesmo.
Continue desejando
Até que os galhos estejam cobertos de desejo.)

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Olafur Eliasson

“Physiological Memory”

1) Choose a person, older than yourself, you see frequently – not too often but approx once a week or once a month. Maybe one of your grandparents if they are still alive.

2) Every time you meet the chosen person you press your 2 pointing-fingers firmly against your eyes for 10 to 20 seconds until various colors and patterns arise.

3) Try to note or memorize the patterns and colors in connection with the context and repeat the practice every time your meet the chosen person for as long as possible, minimum 6 months.

4) After minimum 6 months of this practice you can recall the person, virtually by pressing your eyes for a while. In the midst of the colors and pattern a sense of presence of the chosen person arrives even after the chosen person has died.

( 1. Escolha uma pessoa, mais velha que você, que veja frequentemente – não tanto mas aproximadamente uma vez por semana ou uma vez ao mês. Talvez um de seus avós, se ainda estiverem vivos.

2. Toda vez que encontrar com a pessoa escolhida, pressione seus 2 dedos indicadores firmemente contra seus olhos por 10 até 20 segundos, até que várias cores e padrões apareçam.

3. Tente anotar ou memorizar os padrões e cores em conexão com o contexto e repita essa prática toda vez que encontrar a pessoa escolhida, pelo máximo de tempo possível, mínimo de 6 meses.

4. Depois do mínimo de 6 meses dessa prática, você poderá lembrar da pessoa, praticamente, ao apertar seus olhos por um tempo. No meio das cores e padrões, a sensação da presença da pessoa escolhida acontece, mesmo se a pessoa tiver falecido.)

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July 03 2013

23:16

Listras escultóricas

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Conheça as esculturas coloridas construídas de camadas de acrílico pelo artista japonês Kyotaro Hakamata.

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O artista explica: “Em termos do processo lógico envolvido na criação das esculturas, que tomam forma a partir da integração das partes, meu trabalho é feito de maneira ortodoxa, em seu empilhamento de tábuas de acrílico e moldando-as. No entanto, as listras da superfície decorrentes de tal processo deformam e iludem a visão do observador quando tenta ver a forma do trabalho. Provavelmente ninguém pode perceber a forma exata da escultura. Então podemos ver uma relação contraditória: a consequência do processo básico de construção da escultura destrói a visão do observador.”

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“Ainda mais, cada tábua de acrílico é muito bem feita. Pode ser denominada como uma ‘massa de cor’, podendo confundir os conceitos de cor e forma. As cores dessas listras na superfície são suportadas por uma materialidade densa e sólida, em outras palavras, pelo próprio conceito do escultural.”

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Rosto gravado

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O artista romaniano Mircea Popescu produz na série Head Stock linogravuras que investigam a nossa imagem identitária.

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É interessante observar que Popescu utiliza de uma técnica que exige o cuidado do gesto e paciência para reproduzir suas figuras faciais densas, demonstrando tanto um meio quanto uma visualidade complexa.

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July 02 2013

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O peso da luz

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O artista espanhol Bernardí Roig discute a relação conflituosa entre o sujeito e a visualidade na nossa sociedade contemporânea, os limites entre a atração e o encarceramento pela luz da imagem.

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Com suas esculturas pálidas, feitas de moldes de pessoas de verdade, Roig recontextualiza a luz na arte em forma de um fardo, uma prisão ou um desejo inalcançável. Como afirma o artista, “Hoje vivemos em uma atmosfera saturada por imagens, mas a experiência que elas produzem é de baixa intensidade. Agora é tão difícil dar sentido a uma imagem. Estamos sujeitos à luz, a luz dissolve o contorno das coisas, uma luz branca em que tudo flutua.”

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Mesmo que o artista combine instalação, escultura, desenho e vídeo como meios de produção, Roig se define como um “criador de imagens” que causam “a irritação e ereção do olhar”.

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Suas notáveis esculturas narram a dificuldade de interpretação e representação visual, a diferença entre o signo e significado, entre o objeto e a mensagem: “Esse erro de comunicação é a coisa…essa é a distância entre a experiência interior e a forma. Por isso eu crio uma imagem como um incidente no limiar da visibilidade.”

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July 01 2013

22:47

Desejo grotesco

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Se você gostou ou ao menos ficou intrigado com as esculturas grotescas de Patricia Piccinini, que mostramos aqui, vai querer conhecer a obra bizarra de Jason Briggs.

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De acordo com o artista americano, o seu trabalho em porcelana busca “um mistério inerente e intrigante que silenciosamente insiste uma interação do público. Referências sexuais óbvias, junto de uma atenção fetichizada à superfície podem evocar um desejo de toque tão poderoso quanto ao ato em si.”

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Dissecando revistas

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Conheça os recortes insinuantes com que o artista Christopher Coppers ressignifica a imagem a partir de revistas.

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Levando em conta a capa e o conteúdo de revistas, que variam desde moda, arte até pornografia, Coppers meticulosamente dobra, vinca e recorta formas, revelando um novo sentido visual para esses objetos.

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O enferrujado efêmero de Manuel Martí

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O artista espanhol Manuel Martí Moreno constrói esculturas figurativas a partir de porcas de ferro.

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Moreno afirma que a intenção de suas obras é a de demonstrar a passagem do tempo, a  efemeridade da vida e a nossa conscientização sobre nossa própria mortalidade, evidenciadas pelo material desgastado e vazado, frágil, mas ao mesmo tempo estruturante.

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June 28 2013

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Vortex de papel

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A artista Jen Stark apresenta um trabalho minucioso com papel, exibindo esculturas coloridas e visualmente intrigantes.

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Suas obras geométricas são feitas de inúmeros papéis sobrepostos, construindo repetitivamente padrões de formas e cores em camadas abundantes.

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Neon: na arte, na rua, no desejo

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Poemas reluzentes, palavras suspensas no espaço. Formas brilhantes desafiam o branco da galeria, enquanto outras anunciam o desejo de consumo. Em outro lugar, silhuetas provocantes ditam o piscar efervescente da noite na Augusta. E tudo isso vem de uma porção de luz produzida artesanalmente.

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A maioria dos letreiros luminosos que brilham na Rua Augusta e no Bixiga saiu de uma pequena e rústica oficina no segundo piso do número 65 da rua General Osório, no centro de São Paulo. É ali que está instalada há mais de 30 anos a Neon Três Estações.

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Edvar, o dono, nunca teve outra profissão. No curta abaixo, feito por Bruno Damião e Gabriel Argenta, Edvar comenta o artesanal manuseio do material, que ao mesmo tempo em que está em outdoors, prostíbulos e sex shops, ilumina as paredes pálidas de museus e galerias.

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O neon tem sido utilizado como material de produção artística desde meados dos anos 60, como nos trabalhos do americano Dan Flavin, conhecido como precursor do uso de luz em suas obras, e Martial Raysse, membro do grupo Novo Realismo na França.

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Dan Flavin

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Dan Flavin

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Martial Raysse

Desde então, diversos outros artistas exploraram as propriedades estéticas desse elemento que transforma o espaço, instiga o imaginário e inegavelmente nos prende a atenção.

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Cerith Wyn Evans

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Tracey Emin

Alguns exemplos de artistas que utilizam o neon em sua produção são o britânico Cerith Wyn Evans, a também britânica Tracey Emin, que teve mostra recentemente inaugurando a White Cube de São Paulo, o americano Bruce Nauman, o polonês Piotr Kowalski, a americana Alicia Eggert, de quem falamos aqui, e a brasileira Carmela Gross, que teve sua obra Aurora exposta ano passado na mostra inaugural do projeto Pivô, no Copan.

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Tracey Emin

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Bruce Nauman

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Bruce Nauman

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Piotr Kowalski

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Piotr Kowalski

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Alicia Eggert

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Carmela Gross

O neon emana uma luz curiosamente densa, uma contraditória luminosidade escura, talvez? Não sei ao certo, mas alguma coisa nele inexplicavelmente nos move.

| fontes

June 24 2013

02:07

Teia humana

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O artista Tomás Saraceno desenvolveu junto a arquitetos, engenheiros e biólogos a sua maior instalação já realizada. Conheça a obra In Orbit.

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Uma estrutura em rede suspensa a 25 metros do chão, a instalação do artista argentino foi inspirada no movimento de aranhas em suas teias. Durante três anos Saraceno esteve pesquisando junto a outros profissionais para desenvolver o projeto, exposto atualmente na cidade de Düsseldorf, Alemanha.

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June 21 2013

21:24

Um happening em movimento

Uma viagem de trem que propõe uma experiência artística e cultural em movimento. Conheça o novo projeto do artista e cineasta Doug Aitken.

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Aitken consolida-se atualmente como um dos grandes artistas contemporâneos, apresentando uma pesquisa e produção que investiga os diálogos entre imagem e som, como nas suas monumentais instalações audiovisuais em fachadas arquitetônicas: Song 1, no Hirshhorn Museum, e Sleepwalkers, no MoMA NY, com colaboração de Tilda Swinton, Seu Jorge, Donald Sutherland e Cat Power.

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Song 1

Em seus trabalhos existe uma notável desconstrução da narrativa linear, colocando em voga o modo como percebemos e entendemos a relação espaço/tempo.

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Sleepwalkers

Trailer de Sleepwalkers:

Muitos devem recordar da obra Sonic Pavilion, que Aitken desenvolveu especificamente para o Instituto de Arte Contemporânea Inhotim, em Minas Gerais. Nesse trabalho, uma estrutura arquitetônica se acomoda no alto de uma colina, e em seu centro está um buraco de 202 metros de profundidade com inúmeros microfones que captam e difundem o som da terra.

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No pavilhão, o público se depara com uma desconstrução da percepção espacial, a partir da contraposição dos sentidos da visão e audição. Como em seus filmes, Aitken nos faz perceber o espaço a partir de enquadramentos feitos pelos vidros do pavilhão, e nos propõe uma trilha sonora a partir dos sons dos movimentos subterrâneos sutis, antes despercebidos ao ouvido humano.

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No novo projeto Station to Station: A Nomadic Happening, Aitken propõe uma experiência artística em um trem que viajará por 10 lugares diferentes, “uma escultura cinética que atuará como um estúdio cultural”. O artista fará a curadoria dos eventos em cada parada da viagem, que contarão com as participações do cineasta experimental Kenneth Anger, dos artistas Liz Glynn e Aaron Koblin, além de musicas de Charlotte Gainsbourg, Dirty Projectors, Twin Shadow e Dan Deacon.

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“Isso é uma rápida viagem cultural, uma busca constante através de novos horizontes da nossa cultura mutável. Baseada em algumas questões como ‘Quem somos nós?’, ‘Para onde vamos?’ e, nesse momento, ‘Como podemos nos expressar?’, nossa intenção é a de criar um manifesto cultural moderno.”, afirma Aitken.

Station to Station terá início em Nova York, no dia 6 de Setembro, e partirá para Pittsburgh, Minneapolis, Chicago, Kansas City, Santa Fe, Winslow (Arizona), Barstow (California), Los Angeles, e São Francisco.

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June 20 2013

16:21

Construindo o espaço negativo

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Usando materiais simples como plástico e cola quente, o artista japonês Yasuaki Oishi esculpe espaços negativos.

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Seu processo, assim como os materiais utilizados, se baseia em uma construção descomplicada: o pingar do líquido aderente na forma da superfície de plástico.

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Confira o vídeo em que Oishi demonstra sua técnica e a montagem das obras:

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June 13 2013

21:19

Poder da mente

A artista conceitual Lisa Park desenvolveu obra na qual transforma o movimento da água a partir de suas ondas cerebrais.

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Park explora o dispositivo NeuroSKy EEG, capaz de transformar a atividade cerebral em dados manipuláveis, para criar sua performance Eunoia (Grego para “lindo pensamento”). Nessa experiência, o dispositivo EEG monitora as ondas delta, theta, alpha e beta da artista, além do movimento de seus olhos e transforma esses dados em ondas sonoras, através de um software especializado.

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Cinco caixas de som estão dispostos em baixo de tigelas com água, que então vibram em padrões diferentes de acordo com a atividade cerebral de Park.

De forma a conseguir dados mais apurados, a artista praticou durante um mês a focar seus pensamentos em pessoas específicas, com quem ela possui fortes reações emocionais. Park então relacionou cada uma das cinco caixas de som com uma certa emoção: tristeza, raiva, ódio, desejo e felicidade.

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De acordo com o Creator’s Project, Park esperava conseguir chegar em um estado zen, refletido na obra como um completo silêncio. No entanto, isso provou-se praticamente impossível, demonstrando a inquietude impressionante de nossa mente.

Confira o vídeo:

Importante destacar que outras pessoas exploraram artisticamente a manipulação de ondas cerebrais com dispositivos EEG, como o compositor e músico experimental Alvin Lucier, em sua obra “Music for Solo Performer“, em 1965.

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18:38

Livro aberto

A artista russa Ekaterina Panikanova apresenta trabalho que opõe imagem e narrativa ao construir desenhos em livros abertos.

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Na instalação Errata Corrige, Panikanova utiliza as folhas de livros antigos como tela para suas ilustrações de possíveis memórias longínquas, de tal forma provocando o imaginário do público, que sempre busca conexões entre palavras e figuras.

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Panikanova

De acordo com a publicação oficial do trabalho, “a proposta da artista é baseada na metáfora da pérola e da ostra: a entrada de areia representa um elemento desencadeador para a concha, que começa a expulsão e produção da pérola. Essa metáfora sugere que desde a infância, todos nós armazenamos imagens, traumas e experiências que carregamos pelo resto de nossas vidas.”

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June 11 2013

20:23

Cidade de livros

O artista chinês Liu Wei constrói o perfil de uma cidade ao esculpir diversos livros.

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Nessa escultura, o artista representa a densidade de uma metrópole a partir de uma pilha de livros despedaçados, no que parece ser uma cidade abandonada, como tantos livros são na nossa sociedade cada vez mais digital.

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Segundo a descrição da obra, “Liu Wei traduz o caos de sua cidade nativa (Beijing), uma cidade que está em permanente estado de desenvolvimento e que continua a se reinventar para suprir as necessidades exponenciais de sua hiper-produtividade.”

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May 23 2013

20:24

Novos trabalhos do escultor hiperrealista Ron Mueck

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Conheça três novas esculturas hiperrealistas do notório artista Ron Mueck.

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Os trabalhos de Mueck (de quem lembramos um pouquinho aqui) são conhecidos por provocarem quem os observa, umas vez que geralmente sua produção se baseia em figuras incrivelmente realistas e detalhadas em escala agigantada ou miniatura.

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Mês passado o artista revelou três novas obras na Fondation Cartier, em Paris, como parte de sua mostra que ocorrerá em Setembro.

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No vídeo abaixo você pode conferir melhor o impacto criado pelas escalas e detalhes das esculturas:

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