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May 09 2012

05:41

Jogos clássicos dos anos 80 em stop motion

O vídeo de dubstep “Get by” é dirigido por Ian Robertson, que ‘assassina’ os brinquedos, de acordo com o ritmo ‘desconstrutivo’ do estilo musical.

O processo todo durou 32 dias e conta com uma montagem de mais de 11.000 fotografias animadas. A cada segundo de imagem, existe, em média, 12 fotografias.

>>> Delta Heavy
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Tags: Dealta Heavy, dubstep, Get By, Ian Robertson, stop motion

May 07 2012

04:56

Comendo com os Olhos | Fotografia conceitual com alimentos

Em plena era da tecnologia digital, a fotógrafa americana Sandy Skoglund pode se gabar em ser o catalisador de tendências atuais em arte e design.

Formada em História da Arte, fez pós na Universidade de Iowa e estudou cinema, gravura em relevo e arte multimídia em 1969. (ano em que os americanos não pisaram na Lua, rs)

Em 1972 inicia seu trabalho como artista conceitual e se joga na técnica fotográfica. Esse ‘start’ da artista de desenvolver a fotografia fundiu-se com o seu interesse pela cultura popular e as estratégias comerciais de imagens.

A série de 1978 das obras atemporais de Sandy, consiste em composições de comida com papéis de parede. (não. não são toalhas de mesa).

O uso de alimentos, segundo a artista, é como um meio para criar uma linguagem comum.
Afinal, todos comem!
E este vínculo da necessidade básica de comer, é a expectativa de interação de Sandy entre o espectador e suas obras.


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Tags: anos 70, comendo com os olhos, fotografia, fotografia conceitual, linguagem comum., Sandy Skoglund

May 02 2012

17:31

NOVA Festival segue com atrações no SESC Pompeia

O NOVA Festival, maior festival de cultura contemporânea da América Latina, encerrou seu ciclo no MIS – Museu da Imagem e do Som – nesta sexta-feira, 27 de Abril, e segue sua programação no Sesc Pompeia.

A proposta do festival é trazer artistas que trabalhem a arte de forma multidimensional e colaborativa, provocando a vanguarda da arte contemporânea de diversos países.
As experiências se misturam entre shows musicais e intervenções artísticas, além das instalações que tomarão parte do SESC Pompeia.

Confira as atrações:

>> 08 à 13/Maio
Clemens Behr

O artista alemão Clemens Behr cria complexas formas arquitetônicas e efêmeras utilizando materiais reciclados. Realiza instalações gigantescas em galerias e espaços públicos com formas geométricas básicas criando ilusões óticas.

>> o8 à 31/Maio
Mark Jenkins

Mark Jenkins um artista americano conhecido por suas instalações de rua criadas com fita adesiva. Seu trabalho já foi apresentado em diversas publicações incluindo Times, Washington Post, Reuters, entre outras. No Festival Nova Cultura Contemporânea, o artista realiza intervenções pela unidade do SESC Pompeia com suas conhecidas esculturas.

>> 10/Maio
Mouse on Mars

Formado em 1993, quando os alemães Andi Toma (Dusseldorf) e Jan St. Werner (Colônia) se reuniram em um festival de speed metal, Mouse on Mars reúne techno, disco, ambient e uma grande quantidade de sons produzidos com sintetizadores analógicos e, algumas vezes, instrumentos convencionais como bateria, baixo e guitarra.

Gonjasufi

Pela primeira vez no Brasil, Gonjasufi, é um zen nada convencional que saiu da tripulação do rap do Master of the Universe e de DJ com Killowattz para se dedicar a seus projetos individuais, que passam pelo hip hop e o eletrônico.

>> 17/Maio
Patrick Kelleher & His Cold Dead Hands

A estreia de Patrick Kelleher em 2009 com a apresentação “You Look Cold”, foi aclamada pela crítica e lhe rendeu uma série de manchetes, aberturas e aparições em festivais da Irlanda. O som dos músicos vem agora mais focado em eletrônico e ritmo, com inclinações para Robert Rental, John Maus, Brian Ferry, Future Islands e todo o tipo de experimentalismo eletrônico.

E*Rock + Jason Forrest

E*Rock tem uma obra que se encontra sob diferentes formas de mídia de música, tais como CDs, LPs e capas de revistas. Nesta apresentação, vem acompanhado do produtor de música eletrônica Americano Jason Forrest, conhecido por sua música experimental e barulhenta e pelo breakcore que incorpora muitas ideias de mash-up e rock.

Sophie Gateau

Compondo com as atrações musicais, a videoartista Sophie Gateau, que trabalhou como artista gráfica em filmes como The Matrix Reloaded, Matrix Revolutions e Alexandre, o Grande, apresenta seu trabalho que mistura ação ao vivo, animação e efeitos especiais.

>> 23/Maio
Ryoichi Kurokawa

A noite será de música e vídeo. Artista audiovisual japonês, Ryoichi Kurokawa compõe esculturas baseadas no tempo, materiais gerados digitalmente e fontes de registro de campo. Ele entende som e imagem como uma unidade e não separadamente, construindo assim, obras computadorizadas muito requintadas e precisas quanto à linguagem audiovisual. Nos últimos anos, vem sendo convidado para expor e se apresentar em inúmeros festivais internacionais importantes e museus na Europa, EUA e Ásia, incluindo a Tate Modern, Ars Electronica, Trans-mediale, eARTS de Shangai, Mutek e Sonar.

Optical Machines

Já o holandês Optical Machines é uma performance de Rikkert Brok (imagem) e Maarten Halmans (som), que trabalham com projetores, feitos por eles mesmos, especialmente concebidos para lançar loops e sequências de luz, gerando assim padrões de interferência e animação abstrata. As várias imagens e fontes de luz são geradas, manipuladas e mixadas ao vivo. A interação entre imagem e som é obtida através de sensores que fornecem um sinal que é controlado por vários sintetizadores analógicos.

>> 24/Maio
Byetone

O trabalho do alemão Olaf Bender (que nos trabalhos solo se apresenta sob o codinome de Byetone) com filme experimental começou quando ainda era um estudante. A descoberta ao acaso de uma câmera 16mm provocou uma imensa paixão pela película, não só como um meio, mas como um material. Em 1988, entrou em contato com o grupo underground AG-Geige, juntando-se a eles. Durante seu tempo no grupo foi apresentado a novas possibilidades de som na arte, principalmente sons de computador que se encaixaram no seu perfil de artista sem treinamento formal em música. Em 1996, criou a Rastermusic com o amigo e colaborador Frank Bretschneider. Além de criar uma plataforma para artistas de música eletrônica do mesmo gênero, Bender e Bretschneider produziram uma nova estética, com obras de arte que refletem processos únicos usados no desenvolvimento de música eletrônica experimental. Hoje, Olaf Bender é o responsável pela Raster-Noton e é também um dos principais designers gráficos e publicitário da label.

Catscars & School Tour

Bender divide a noite com Robyn Bromfiend, (Catscars), cujo primeiro álbum, chamado Construction, foi lançado em 2011 pela White Plague Records. Construction é uma coleção de música ambiente, experimental, e synth-pop com toques de new wave e melodias sombrias. Robyn e´ membro de Patrick Kelleher & His Cold Dead Hands e de Children Under Hoof.

>> 30/Maio
Eluvium

Eluvium é o codinome de Matthew Cooper, que nasceu em Tennessee, cresceu em Lousville, Kentucky e hoje mora em Portland, Oregon. A mistura de lugares por onde passou talvez tenha refletido na sua música. Cooper é conhecido por misturar diversos gêneros de músicas experimentais, incluindo shoegaze, eletrônica, minimalista e piano.

Abstract Birds & Quayola + Bosques de Mi Mente + Karl Kliem

Abstract Birds são Pedro Mari e Natan Sinigaglia, artistas de música visual. O trabalho de Abstract Birds combina imagens com sons através do uso de instrumentos musicais com sistemas de interface generativos, dedicados à criação audiovisual em tempo real. A estética visual do duo italiano é abstrata, com um uso consciente de formas e cores; suas inspirações audiovisuais vêm do mundo natural.

Nesta apresentação, se associam a Quayola, artista visual baseado em Londres, cujo trabalho concentra-se na exploração do espaço entre áudio, vídeo, fotografia, instalação e performance ao vivo.

A noite contará ainda com a apresentação de Bosques de Mi mente, projeto solo do pianista Ignacio Nieto Carvajal, que reúne composições melancólicas com elementos eletrônicos, e com o trabalho em vídeo do alemão Karl Kliem.

>> 31/Mai
Hess is More

Hess is More é essencialmente o projeto de Mikkel Dinamarca Hess, um compositor e multiinstrumentista que combina elementos de jazz, electro, folk escandinavo, trilha sonora e pop. O músico já compôs trilhas para filmes, teatro e multimídia, incluindo colaborações com o Teatro Real da Dinamarca.

Atsuhiro Ito

Do Japão, Atsuhiro Ito faz performances musicais usando o seu dispositivo chamado Optron, que nada mais é do que um tubo de luz fluorescente integrado à diferentes pedais de distorção de guitarra conectados à um amplificador, instrumento aparentemente simples mas que é capaz de criar sons estrondosos e uma apresentação para lá de diferente.

Noia

Completam a programação os canadenses do Noia, que apresentam luzes e som psicodélicos em três dimensões, e o trabalho audiovisual do Abstract Birds & Quayola.

Os ingressos das atrações já estão à venda na Rede Ingresso SESC.

NOVA Festival + ROJO
>>Serviço:
NOVA Festival | SESC Pompeia
de 8 à 31 de Maio
SESC Pompeia
Rua Clélia, 93
11 3871-7700

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Tags: Abstract Birds, Atsuhiro Ito, Bosques de mi Mente, Byetone, Catscars & School Tour, Clemens Behr, E*Rock, Eluvium, Gonjasufi, Hess is More, Jason Forrest, Karl Kliem, Mark Jenkins, Mouse on Mars, Noia, Nova Festival, Optical Machines, Patrick Kelleher & His Cold Dead Hands, Quayola, ROJO, Ryoichi Kurokawa, SESC Pompeia, Sophie Gateau

May 01 2012

14:11

Fotomontagens e bizarrices

Não, ele não é escultor. É fotógrafo. Digo, é considerado fotógrafo e afirma ser fotógrafo. Mas digamos que ele vê perspectivas um pouco além do bidimensional na estática de suas imagens – ou apenas em fragmentos rasgados delas. Seu nome é Daniel Gordon e ele está apresentando uma seleção de seus trabalhos na mostra Out Of Focus: Photographyem cartaz na Saatchi Gallery (Reino Unido), até 22 de julho.

Um cara relativamente novo mas já figurinha carimbada dos maiores jornais e veículos de moda/arte do mundo, Daniel Gordon é nascido em Boston (EUA) e explodiu cedo para um estudante que formou-se em Yale apenas em 2009.

Muito se falou sobre suas Flying Pictures, uma série dedicada a fotografias de pessoas em estado de planagem nos céus, mas o trabalho de retratos em fotomontagem é filho recém-nascido da década em que estamos, registro bem atual, e que foi aparecer na mídia apenas em 2011.

Com tamanhos que variam de 0,5m a 1m de altura, suas fotomontagens são feitas a partir de fotos encontradas na Internet, revistas ou livros, cuja diferença de textura e luminosidade dos papéis conferem todo um charme para a construção das figuras criadas. Montadas, as personagens têm cenários. Situadas, elas têm sombras curiosas.

Após a montagem, um novo registro fotográfico da construção em cena torna o trabalho de Daniel Gordon cíclico: devolvendo ao papel fotográfico o peso e profundidade que apreendeu na realidade. O auge do contemporâneo: já que tudo está nas fotos e a elas deve retornar.

Claro que ele não é o cara que inventou a fotomontagem. Em um exemplo de relevância histórica, o austríaco Raoul Hausmann (1886-1971) já contribuiu muito para o movimento Dadaísta com o trabalho de fotomontagem, em uma época que a renovação do segmento estava pedindo socorro.

Isso foi durante a República de Weimar, anterior ao período nazista, quando a fotografia artística criava braços no fotojornalismo e na colagem, e tinha aquela verve dos anos 30 ligada à instabilidade de um sistema em crescimento vertiginoso, ao entusiasmo com a tecnologia e ao caos. Nada que a gente não esteja vivendo de novo, né? Mas cada coisa é uma coisa…

O trabalho do Daniel Gordon é bizarro, mas combina cores, combina mídias, combina visuais de décadas distintas, combina comunicação por todos os poros, combina muito bem com a salada de influências que os artistas estão vivendo agora, os novos empregos, mídias e as ENE possibilidades que a gente não sabe nem por onde começar…

Mas de um todo, como de costume, Daniel Gordon rasga um fragmento interessante no texto do curador William A Ewing: “A título de explicação, ele [Gordon] relata a história de uma mulher que pisa em um ninho de passarinhos bebês, ainda que isso tenha se tornado um monte de papelão rasgado. A sensação que ele tenta transmitir em sua obra é a que foi sentida nesse momento, quando as coisas, de repente, se tornam aquilo que você não esperava que fossem”.

A exposição Out Of Focus: Photography está em cartaz até 22 de julho.

Bom feriado a todos :)

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Tags: Daniel Gordon, fotomontagem, Out Of Focus, Saatchi Gallery

April 27 2012

16:55

Fernando Chamarelli | NOVA Festival

Quatro horas para riscar e 5 dias para pintar, Fernando Chamarelli tem sua maior pintura exposta no NOVA Festival.

Chamarelli é designer gráfico formado pela UNESP, ilustrador e artista plástico autodidata. Começou desenhando HQs, caricaturas e retratos realistas.
Mais tarde envolveu-se com a tatuagem e a arte de rua até chegar nas pinturas, em 2007.

Por ter trabalhado em diferentes suportes e por dominar várias técnicas, acabou desenvolvendo um estilo próprio. Suas pinturas geométricas são como mosaicos, unindo formas orgânicas de cores intrigantes através de linhas harmônicas.

Os símbolos, as lendas, as religiões e os costumes das civilizações antigas estão presentes em sua arte.
O univérso pictórico de Chamarelli é povoado por uma mistura de imagens de civilizações pré-colombianas e cultura popular brasileira.
Unidos por uma pesquisa gráfica contemprânea bem colorida e repleta de técnica.

Seus personagens aparecem sempre em situações surreais, em meio a natureza, com plantas e animais exóticos.
Rapidamente seu trabalho ganhou reconhecimento e foi convidado a mostrar seu trabalho em diversas galerias dentro e fora do país.
Além do Brasil, Fernando Chamarelli já participou de exposições coletivas e realizou exposições individuais em várias cidades dos Estados Unidos, no Canadá, Inglaterra, México, Espanha, Alemanha, entre outros países.

Hoje é a última oportunidade de ver ao vivo a pintura do Fernando Chamarelli no NOVA Festival + ROJO.

Agradecimentos: Julia Arana, Renata Forato, Gabrielle Araujo

Serviço:
MIS – Museu da Imagem e do Som
Avenida Europa, 158
Jd. Europa – Sampa
11 2117-4777
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Tags: fernando chamarelli, MIS, Nova Festival, ROJO

April 25 2012

14:22

NOVA Festival apresenta: SHIMA, o filme

Desde 2005, a vida cotidiana e a performance são a principal fonte de pesquisa de Shima. Ele desconstrói a prática cotidiana ordinária para analisar os padrões e os esquemas tradicionais do fazer.

A plataforma de performance de Shima – que segue a fórmula: tempo versus espaço versus ação versus contexto – é uma ferramenta poderosa para pensar o processo e o resultado final; que podem ser instalações, objetos, fotografia, vídeo, e claro, performances. Shima gosta de criar formas inusitadas de ver as coisas comuns, combinando diferentes disciplinas e jogando com as suas semelhanças, diferenças, contrastes e harmonia, propondo uma nova ótica para o ver, sentir e pensar a realidade.

SHIMA é um filme de produção independente feita pela Yes, we do Films®, escrito e produzido por David Quiles Guilló, com direção de Isaac Niemand e fotografia de Frank Kalero.
Com participação de Natalie Grier e a trilha sonora original do grupo paulista BasaVizi.

A iniciativa de escrever o filme foi de David, baseado no conhecimento e na experiência do trabalho de Shima. Criado no Brasil e filmado em Berlim, o longa conta a corajosa história de um personagem que encontra-se em uma prisão mental e tenta sair dela, criando seus próprios mecanismos.

A transposição de Shima em SHIMA compõe-se em fatos já vividos anteriormente por ele mesmo: “Shima é um personagem fictício do que talvez eu pudesse ter me tornado caso estivesse trabalhando autômato em um lugar onde não tivesse um pingo de arte” – diz o artista, que não considera a vivência do personagem um desafio, já que sentiu na pele a palidez de um mundo mecanizado, automático, calculado, previsto.

O desafio foi juntar e transformar trabalhos e performances distintos em uma história centrada. As limitaçnoes tornaram-se nossos pontos fortes, especialmente na ideia de construir um labirinto para que o personagem pudesse realizar uma jornada interna“, revela Shima.

SHIMA, o filme será exibido em única apresentação nesta quinta-feira, 26 de Abril pelo NOVA Festival + ROJO, no MIS.

A IdeaFixa + ROJO vão sortear 1 par de ingressos para a estreia do filme.
Basta dizer aqui nos comentários que você ficou curioso em assistir a desconstrução da prática ordinária.
O ganhador será notificado por e-mail, portanto, faça o comentário com um endereço válido!
O resultado sai na quinta-feira, às 11h00.

>>>Serviço:
NOVA Festival + ROJO no MIS
26 de Abril, às 20h00
Avenida Europa, 158
(11) 2117-4777
RSVP » Facebook
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Tags: BasaVizi, David Quiles Guilló, Frank Kalero, Isaac Niemand, Marcio Shimabukuro, MIS, Natalie Grier, Nova Festival, ROJO, Shima the movie
02:25

“Aqui Bate um Coração”

Uma idéia que começou em São Paulo, com meu querido amigo Rodrigo Guima e as amigas dele, Carla Meireles, Gabi Brites e Tati Weberman. Passou por Belo Horizonte/MG, São João del Rei/MG e até em Londres, chegando em Campinas/SP pela mobilização de um grupo de pessoas que acreditam no amor. Houve uma identificação do grupo com o projeto, porque ambos acreditam que o amor pode mudar uma sociedade, uma família, uma pessoa ou um simples pensamento. No dia 16 de Abril de 2012, Campinas acordou diferente, cheia de corações e com um convite: uma reflexão sobre o amor. Foram 30 pessoas, uma cidade, um mês de preparação, 37 monumentos, uma madrugada e um resultado emocionante…

Para as pessoas que pensaram: e as estátuas? o material usado? quando vão retirar os corações? A resposta é: dia 05 de Maio o mesmo grupo que colocou os corações vão retirar os que sobraram (porque alguns as pessoas levaram embora, essa era a idéia tambem) e retirar qualquer resquício de fita. E sim, nós pensamos em tudo, inclusive em passar verniz nos corações para que não tivesse nenhum problema com tinta escorrendo nos monumentos. Mas afirmo que, acima de tudo e qualquer coisa, o que é importante é a reflexão social, sem conotação religiosa e política, mas apenas uma reflexão sobre o que é mais importante, o AMOR.

Que tal levar a idéia pra sua cidade? facebook.com/aquibateumcoracao Tem um vídeo que explica como é o PASSO A PASSO.

Tags: #aquibateumcoracao, aqui bate um coração, arte, ativismo, campinas, campinas/sp, coração, heart, inspiração, intervenção urbana, video

April 24 2012

06:53

Marionetes Gigantes pelos Cem anos de Titanic


Esqueça Leo e Rose em 3D!
Pffff
A companhia francesa de teatro de rua, Royal de Luxe, levou neste último final de semana, 3 marionetes enormes para participar de um dos eventos mais bacanas do Reino Unido: Sea Odissey.

O centenário do naufrágio do Titanic foi comemorado em grande estilo, literalmente: marionetes gigantes controladas por guindastes.
Uma das maiores companhias de tetro do mundo, a Royal de Luxe, levou para o evento Sea Odyssey, em Liverpool o “The Little Girl Giant”.
O show atravessou várias partes de cidade, onde aconteceu o desastre de Titanic.

Teria sido uma ótima oportunidade ver o espetáculo pessoalmente, mas seria uma má ideia visitar Liverpool nestes 3 dias e tomar um ácido pela primeira vez na vida.
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Tags: Liverpool, Royal de Luxe, Sea Odyssey, The Giants Journey, Titanic

April 23 2012

15:53

Festa Overlei #8 | Música & Exposição

O não-coletivo Overlei realiza mais uma festa de música e artes visuais na capital paulistana. Formado por ilustradores, fotógrafos, designers, videomakers e pensadores da imagem, o Overlei procura misturar os ambientes da galeria e da balada, propondo um relacionamento mais aberto e íntimo entre as pessoas e as obras de arte expostas e, ao mesmo tempo, convidando a todos a uma contemplação auditiva mais profunda e transcendente.

EXPOSIÇÃO: NÃO-LUGAR

Lugares são espaços que exercem em nós alguma função identitária, geram princípios de reconhecimento e interação. É exatamente o que falta aos não-lugares: são sempre de fluxo, trânsito, onde somos só mais um passante, dificilmente convidados a dialogar entre si. Aeroportos, metrôs, supermercados, estradas, elevadores, praças e ônibos são não-lugares por excelência. O Não-lugar é um mero local de passagem, de trânsito obrigatório – o meio para um fim. E nesse sentido, repare a pressa que a gente tem quando sai de casa para se abrigar em outras quatro paredes. As ruas, a cidade… Seria quase tudo não-lugar?

Com organização, idéia e curadoria de Pedro Chammé e Victor Meira.

BANDAS

Whoong: a banda paulistana apresenta seu disco de estreia lançado em novembro do ano passado. O indierock do grupo flerta com ritmos latinos e música folk, abrigando as memórias musicais de cada integrante nas melodias compostas. Pra ouvir: http://soundcloud.com/whoong

Aláfia: batuque de umbigada, ensaio de escola de samba, jongo e baile Black podem ser as primeiras referências da memória. Uma banda de gente revivendo nos corpos que dançam, cantam e tocam, as muitas histórias do espírito da Terra. Pra ouvir e ver: www.youtube.com/alafiatv

Organização e curadoria musical: Luiz Vicente (Pimpas) e Tamara Serantes.

Festa Overlei #8 | Música & Exposição
Centro Cultural Rio Verde
R. Belmiro Braga, 181, Pinheiros, São Paulo, SP
R$ 15 antes da meia-noite
R$ 20 depois

Vamo chegar!
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Tags: arte, exposição, festa, música, overlei

April 20 2012

14:15

Os muros do século passado

Eduardo Kobra é o dono de um dos painéis mais foda que já vi em São Paulo, todos os dias eu passo por ele na Rua Henrique Schaumann com a Av. Sumaré.
Esse painel faz parte de um projeto chamado de “Muros da Memória” que reproduz imagens das primeiras décadas do século passado, o que mais me chama atenção é o realismo e o movimento que as pinturas passam.
Tirando esse projeto, ainda sobram muitos outros murais e telas ricas em realismo, cores, luz e sombra.


Vale a pena conhecer o trabalho do Studio Kobra (aqui e aqui).

Veja mais

Tags: Eduardo Kobra, graffiti, grafiteiro, grafiti, muros, painéis, São Paulo, Studio Kobra

April 19 2012

21:44

In All Our Decadence People Die

Esse tipo de exposição que falta por aqui. In All Our Decadence People Die reúne fanzines artísticos enviados ou doados para o grupo anarco-punk Crass, entre os anos de 1976 e 1984. A exposição dos originais rolou no ano passado na Boo-Hooray (NY), e tem uma porrada de trabalhos muito bons de uma época em que ainda não havíamos sido engolidos por computadores ou copiadoras.

Quem puder ver este vídeo até o final não vai se arrepender:


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Tags: anarquia, Boo-Hooray, Crass, In all our decadence people die, punk

April 17 2012

15:39

O .GIF animado, um nível acima

O .GIF animado desponta como uma nova forma de manifestação artística – e que também deseja ser levada a sério.

O documentário Animated GIFs: The Birth of a Medium lançado recentemente, conta um pouco dos seus 25 anos de existência.

Já existem museus com alas e exposições completamente dedicados ao assunto, como no Whitney Museum of American Art, em Nova York.

O fomato que na sua gênesis apelava para a repetição não raciocinada, e o humor como objetivo primordial, é elevado a um novo nível através das mãos de Kevin Weir. Ele descarrega seu talento no tumblr mais interessante que você vai ver hoje, o  Flux Machine.

Os gifs de Kevin vão muito além do movimento infantil que nos leva ao riso. Suas peças discutem com sagacidade artística, vários pontos da condição humana. Entre eles, temas como a guerra, a morte, o ego, viver e sobreviver, e a história do mundo. Tudo com a medida exata de poesia e humor esquisito.

Um achado, que veio daqui.
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Tags: arte, flux machine, gif, gif animado, Kevin Weir, manifestação

April 15 2012

02:12

Tipografia esfaqueada

Life is Beautiful é uma instalação de 2009 do artista iraniano Farhad Moshiri.

Foram usadas centenas de facas de cozinha para criar uma tipografia um tanto quanto paradoxal e bonita de se ver!


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Tags: facas, Farhad Moshiri, instalação, tipografia

April 13 2012

20:16

30ª Bienal de São Paulo estreia com iniciativa única de Identidade Visual

30ª Bienal de São Paulo reforça princípios fundamentais do evento com iniciativa inédita de definição da Identidade Visual.

Pela primeira vez em seus 60 anos de existência, foi desenvolvido um workshop aberto à participação do público no final de 2011.
A Iminência das Poéticas, título da Bienal deste ano, será celebrada com 30 cartazes elaborados por 12 artistas participantes, os designers convidados Elaine Ramos, Jair de Souza, Rico Lins, Daniel Trench e a dupla holandesa Armand Mevis & Van Deursen, com curadoria de Luis Pérez-Oramas, André Severo e Isabela Villanueva.

As 12 propostas de desdobramento da identidade, quando apresentadas, viraram um conjunto poderoso de afinidade e de unidade, transformando-se em um trabalho de forma não autoral.

A 30ª Bienal acredita fundamentalmente no valor da deliberação e nos processos coletivos de pensamento e ação, esta é a razão de ser do workshop.”, afirma Luis Pérez-Oramas, curador da mostra.

O desenvolvimento da Identidade Visual preocupou-se em criar uma plataforma de comunicação para explorar experimentos, onde o mesmo conceito pode ser reinterpretado. Sair das regras de linguagem para criar novos significados, mapeando as funções poéticas artísticas e estruturando as relações para assim, formar um percurso entre os pontos.
A constelação das constelações.”, diz André Stolarski, coordenador de comunicação da Bienal.

A primeira ideia de raciocínio da Id. Visual, define-se por um princípio constelativo.
Os 30 cartazes respondem a um único conceito visual e este único conceito visual pode ter 30 versões diferentes.
É o princípio da 30ª Bienal, onde as ideias de multiplicidade das poéticas materializam-se.

O principal elemento da Identidade Visual é a família tipográfica Constelar Mono, caracterizada pela união de todas as fontes monoespacejadas (aquelas nas quais todos os caracteres ocupam o mesmo espaço horizontal, independente do seu desenho) que existem ou que venham a existir.

O segundo elemento da identidade é o Sinal Constelar, formado pela intersecção também variável de quatro segmentos de reta.
Além de sintetizar o princípio constelativo da mostra, o sinal alude ao número trinta em algarismos romanos.

A 30ª Bienal de São Paulo – A Iminência das Poéticas, acontece de 7 de Setembro a 9 de Dezembro de 2012, no Pavilhão Ciccillo Matarazzo – Parque do Ibirapuera – SP.
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Tags: 30ª Bienal, A Iminência das Poéticas, André Severo, André Stolarski, bienal, Constelar, identidade visual, Isabela Villanueva, Luis Perez-Oramas, São Paulo, tipografia, Tobi Maier, workshop

April 09 2012

20:19

Arte Clássica no Corpo Humano

“Tudo pode ser usado como uma obra de arte”. A premissa de Marcel Duchamp mudou o rumo das artes, rompendo o limite do suporte.

Hoje, quase um século depois, Duchamp reflete no trabalho sensível dos artistas Laura Spector e Chadwick Gray, dupla nova-iorquina criadora do “Museu Anatomy”, uma coleção que consiste em fotografias documentais de obras de museus ao redor do mundo, reproduzidas no corpo humano.

Com início em 1994, o projeto reúne uma série de fotografias das reproduções das obras de artistas, em sua maioria do século XIX, que são feitas por Spector no corpo de Gray. O artista performático tem que permanecer imóvel de 8 a 15 horas por obra retratada.

A dupla teve o privilégio de trabalhar com curadores do The Victoria & Albert Museum, The Prado, The National Gallery (Praga), The National Gallery (Atenas), MuseuMAfricA, The Civica Museum, Berkeley Art Museum,  entre outros.

Nas salas de museu, Laura e Chadwick encontram referências  das obras de artistas variados que serão estudadas em formas e montagens para serem reproduzidas mais tarde .A arte passa por um significativo processo até chegar ao resultado final. Pela efemeridade da intervenção, uma fotografia registra Chadwick portando na pele intervenção artística, por vezes irreconhecível como uma forma humana.

As obras da dupla detém imagens impressionantes que combinam antiguidade, história e tecnologia em um contexto contemporâneo, numa bela fusão entre body art e fotografia.
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Tags: arte clássica, body painting, Chadwick Gray, corpo humano, fotografia, Laura Spector, museum, Museum Anatomy, pintura, The National Gallery
13:05

Malditos Designers

Por Rômolo, todas as segundas aqui na IdeaFixa. Para ver todas as tiras publicadas, clique aqui.
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Tags: arte, crítica, humor, malditos designers, romolo, tirinha

April 04 2012

18:46

Expo Objeto Processo | Daniel Nogueira

Os objetos-esculturas de Daniel Nogueira, feitos a partir de elementos da construção civil – como canos, lâmpadas e madeira – são herdeiros da poética minimalista do americano Dan Flavin, criando espaços a partir da luz.

Luminosas e eletrificadas, intensas e bonitas, os objetos-escultura do artista são um convite à meditação.
Para Daniel, a luz do tubo fluorescente é a linha com a qual experimenta e desenha.
Assim, ele varia a intensidade, a dimensão, a proporção e a cor com que a luz irá modificar o espaço e desenhar em suas obras.

Sendo adaptadas integralmente ao espaço expositivo, as obras de Daniel existem como aura luminosa: os elementos que as compõem, ganham forma uma vez que a eletricidade as percorre.

Serviço:
>>> Galeria Jaqueline Martins
Rua Dr. Virgílio de Carvalho Pinto, 426
Pinheiros – São Paulo – SP

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Tags: Daniel Nogueira, exposição, Galeria Jaqueline Martins, Objeto Processo

March 29 2012

19:34

Bovey Lee: que papelão!

Impulsos criativos e habilidade manual: “cortar papel é uma reação visceral em resposta natural e carinhosa às minhas raízes: precisão, detalhes e sutileza.”

Bovey Lee nasceu em Hong Kong e aprendeu caligrafia chinesa aos dez anos de idade. Seguiu a carreira artística fazendo desenhos e pinturas.

Depois de praticar artes digitais por anos, percebeu que a sua pegada era o lance com as mãos e buscou uma expressão para satisfazer seu ímpeto criativo.

Em 2005, Bovey cria seu primeiro corte de papel, utilizando papel de arroz chinês – o mesmo que usava para caligrafia.

A decisão de “esculpir” em papéis veio por considerar o material íntimo e comum para todos, além de simples, humilde e acessível.
Para Lee, o papel de arroz chinês é culturalmente significativo, já que é parte de sua ninhagem.
O processo criativo é desenvolvido em três etapas: desenha à mão, digitaliza e corta.

Awesome!
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Tags: arte em papel, Bovey Lee, corte, papel de arroz

March 28 2012

14:28

AÍ-SIM: Os taradões da História

Estamos numa época pesada de censura da arte erótica na Internet, razão pela qual creio ser tão válido um post que mostre que a arte erótica está na História da humanidade há milênios, e que há de se observar tudo que a antecede para creditar a ela o devido valor. Formais ou não, taradões ou não, os verdadeiros gênios da arte são assim: percebem a si e aos outros, sem medo de que a referência ao outro ofusque seus próprios talentos. Por isso os artistas têm musas, e as musas têm ídolos, e os ídolos de muitos prestam homenagens àqueles que ninguém conhece: pois as tendências artísticas estão em espiral, entrelaçando pessoas e construindo histórias. E a gente sabe que essa é a boa da arte: seja ela erótica ou não.

Hoje resolvo utilizar como exemplo a série Sensualitars do Milo Manara. Diferente de uma simples série erótica – o que, em se tratando de Manara, não tem nada de simples -, o conjunto de desenhos ali exposto dá uma verdadeira aula de História da Arte Erótica por meio de imagens. É que o italiano reuniu sua visão sobre cada artista que admirava (Rafael, Boticcelli, Munch, Picasso, Dali) ao observar uma musa retratada de sua autoria. É claro que essas leituras dão um toque bem mais sexy às moças que estavam bem longe de serem beldades incorrigíveis… Mas o que não faz uma dosezinha de amor e um lápis na mão do Manara?

Ficou difícil de entender? Então veja: 

::UMA MUSA BIZANTINA::
Extraído das paredes da Basílica de San Vitale, em Ravena (Itália), o mosaico da imperatriz Teodora data do séc. IV, e exibe uma mulher pálida, de cabelos negros, olhos grandes e perturbadores. Manara despiu a moça de seus trajes finos, construindo sobre ela uma Teodora voluptuosa, mas manteve as joias e sua coroa de pedras preciosas.

::O PÃO DA MINHA PRIMA::
Apelidada de La Fornarina (a Padeira), a obra do pintor italiano Rafael data do século XIV e é um dos ícones do Renascimento. Reza a lenda que a musa ali retratada teria sido o grande amor da vida de Rafael: a padeira Margherita Luti. Na obra original, a moça tenta encobrir os seios – ou supostamente um tumor no seio esquerdo – olhando fixamente para aquele que seria seu amante em Roma. Na leitura de Milo Manara, a Fornarina surge nua chocando o núcleo eclesiástico e inspirando seu retratista Rafael, sentado à direita da obra de pincel na mão.

::GOLDEN SHOWER::
Danae (1907), a “Bela Adormecida” de Gustav Klimt é uma das peças simbolistas mais preciosas feitas pelo pintor austríaco. É uma cena clássica: por meio das coxas grossas da moça, uma chuva de ouro passa rasante. Aí alguns perguntam: chuva de ouro simboliza o amor divino ou o erotismo? Para o Manara é o erotismo, sem dúvidas.

::A ORIGEM DO MUNDO::
A censura facebookiana não gosta nada dessa obra-prima do Courbet – tanto que já andou deixando a Janara Lopes e um monte de gente de castigo por causa dela. De qualquer forma, L’Origine du monde (1866) é uma peça realista francesa de inegável valor histórico, que mostra sem rodeios a forma primitiva com que chegamos a esse mundo. Na leitura do Manara, não vai ter xilique no Facebook: uma imagem de Courbet dirigindo seu lânguido olhar à genitália feminina que causaria tanto tumulto depois de séculos. A maldade está nos olhos…

::PÉS NA ÁGUA::
Hendricjke Stoffels foi a segunda esposa de Rembrandt van Rijn – que em meados de 1640 já era viúvo de Saskia, e costumava observar a segunda esposa banhar-se no rio. Os episódios de banhos e lava-pés na vida de Rembrandt renderam inspiração para diversas telas, como The woman in the bath (1654). Em Sensualitars, Hendricjke surge numa versão mais jovem e até mesmo singela, mas ainda mantém o ar de mulher que teve seus desejos saciados enquanto observa tranquilamente suas partes íntimas refletidas na água.

::O BAIXINHO EM MONTMATRE::
Nessa ilustração o Manara vai longe: coloca o baixinho Toulouse Lautrec sendo seduzido por uma das vedetes alouradas do Moulin Rouge que ele gostava tanto de pintar.  Entre as dezenas de quadros que o francês pintou até sua morte precoce em 1901, reza a lenda que a modelo Carmen Gaudi foi uma das principais figuras às quais ele recorria para posar, tal qual se pode ver em Quadrille at the Moulin Rouge (1892).

::AGORA SIM, O PERVERTIDO::
Em termos de musas, Klimt e seu pupilo, Egon Schiele, não tem do que reclamar. Outro fortíssimo representante do expressionismo austríaco – de viés principalmente erótico – Schiele foi apresentado a diversas modelos de Klimt no começo de sua carreira. Entre elas, destaca-se Wally Neuzil, a ruivinha que está presente em belos ensaios posturais do artista. Para Manara ela aparece deitada, na mesma cena de prostração que se pode identificar na obra Zwei Mädchen (1911).

::A PENITENTE MADALENA::
Annuccia: assim era chamada a prostituta Anna Bianchini, que teria conhecido o mestre Caravaggio em meados de 1590, quando este foi morar em Roma. Estudiosos acreditam que Annuccia está presente em quatro obras de Caravaggio: Penitente Madalena (1597), O Descanso na Fuga para o Egito (1597), Marta e Maria Madalena (1598) e A Morte da Virgem (1604). As associações feitas utilizando o rosto da jovem no papel de Maria Madalena davam-se ao fato de que Caravaggio era um pintor de temas religiosos e, naquela época, era sabido que Annuccia e as outras mulheres com as quais se relacionava sofriam duras penas por policiais e homens violentos. Manara resgata um dos episódios em que Annuccia talvez houvesse sofrido abusos e expunha semblante triste e perdido.

::ANGÚSTIA E PUBERDADE::
Uma morena nua, envergonhada de seu próprio sexo, sentada contra sua própria e monstruosa sombra é o retrato da Puberdade (1895) aos olhos de Edvard Munch. Ao lado d’O Grito (1893) e da Vampira (Love and Pain – 1894), é uma das obras mais famosas e atormentadoras do pintor norueguês. A visão de Manara recebe o nome de Anguish (Angústia) esclarecendo que o tormento mental que se passa na cabeça da garota foi sussurrado pelos pensamentos do próprio Munch.

::UM PRESENTE DE CASAMENTO PARA SANDRO BOTICELLI::
Il Decameron
, novela trágica e erótica de 100 contos escrita por Giovanni Boccaccio em meados de 1380, foi o tema de Sandro Botticelli na criação da série The Story of Nastagio degli Onesti (1483). As três peças de Botticelli correspondem ao nono conto do Decameron, sobre um homem honesto que encontra uma mulher nua sendo atacada por cães e homens na floresta. Dizem que Botticelli fez as peças como presente de casamento para o afilhado de Lorenzo, o Magnífico. Retornando o presente, Manara tira as dentadas do cão na bela retaguarda da donzela – que mais uma vez leva os traços de Simonetta Cattaneo de Vespucci, a “Vênus” do pintor e musa absoluta de Florença – e cria um novo ambiente para essa bunda: a santa paz da natureza.

::O TOURO, O PICASSO E A MODELO::
Sem fazer referência a nenhuma obra específica, o desenho de Manara intitulado O Touro e a Modelo apresenta o pintor e escultor espanhol Pablo Picasso em seu auge, ao lado de uma retratação livre de seu suposto “erotismo recortado”.

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Tags: AI-SIM, arte, arte erótica, Boticcelli, censura, dalí, Milo Manara, Munch, picasso, rafael

March 26 2012

18:56

Tango

Vi no Motionographer um vídeo que me chamou muito a atenção. É um vídeo do Zbig Rybczynski, que ganhou o Oscar de Melhor Curta-Metragem de Animação em 1983.

São ótimos 8 minutos para começar a semana (junto com a última tirinha do Maldito Designers, lógico).

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Tags: arte cinema curta
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